Sindicato dos Professores condena atuação policial contra manif de alunos em Braga

Redação, 18 jan (Lusa) -- O Sindicato dos Professores do Norte condenou hoje "veementemente" a atuação da polícia para com os alunos que se manifestavam frente a uma escola em Braga e exigiu a abertura de um inquérito para apurar responsabilidades.

Lusa /

"O Sindicato dos Professores do Norte condena veementemente a atuação da PSP hoje em Braga contra alunos da Escola Secundária Alberto Sampaio que se manifestavam contra a criação de mega agrupamentos, fechando os portões da escola esta manhã", refere comunicado do sindicado.

O documento explica que "os portões da Escola Secundária Alberto Sampaio apareceram hoje fechados a cadeado, tendo os alunos colocado faixas pretas nas grades e formado uma espécie de cordão humano frente ao portão principal numa atitude, legítima, de contestação à imposição de mega-agrupamentos".

O Sindicato considera que "enviar polícia de Intervenção, de forma ostensiva, contra alunos que, pacificamente, se manifestavam contra medidas que vão prejudicar claramente a escola pública que frequentam, é assumir uma posição de autoritarismo e de não respeito pelo direito à indignação", frisa.

Acrescenta que "o facto de a intervenção da polícia ter implicado também o recurso a gás pimenta, o que levou à hospitalização de três alunos", também agrava a situação.

O Sindicato defende ainda que "deve ser aberto um inquérito de averiguações para apuramento de responsabilidades".

O presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária de Alberto Sampaio, em Braga, acusou hoje, ao início da manhã, a PSP de "investir" sobre os alunos que se manifestavam contra a criação de um mega-agrupamento e de lançar gás pimenta sobre eles.

Horas mais tarde, o comando nacional da PSP admitiu a utilização de gás pimenta durante a intervenção policial numa manifestação de alunos em Braga, ação justificada para evitar uma operação "mais musculada".

Na quinta-feira, o Ministério da Educação anunciou a agregação da Escola Alberto Sampaio com o agrupamento de Nogueira, criando um mega-agrupamento que, segundo Pedro Martins, ficará com 3500 alunos.

LIL (VCP/PYJ) // MSP

 

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