Sindicato dos Trabalhadores da Saúde condena cargas policiais

Sindicato dos Trabalhadores da Saúde condena cargas policiais

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSS) condenou hoje as cargas policiais ocorridas nas manifestações pela habitação, na última madrugada, no Porto e em Lisboa, considerando-as "completamente desproporcionais".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social condena veementemente as cargas policiais completamente desproporcionais sobre manifestantes pacíficos que exercem o direito constitucional à manifestação e reunião no espaço público", lê-se no comunicado publicado nas suas redes sociais.

As cargas policiais ocorreram da Praça D. João I, no Porto, e na Praça D. Pedro IV, em Lisboa, onde decorriam duas acampadas.

Na nota de imprensa, o STSSS considera ainda que "as ordens deste tipo de repressão pela força não são condizentes com o estado democrático" que se vive em Portugal.

No comunicado assinado pelo coordenador, Joaquim Espírito Santo, o sindicato apela "a todas as organizações da sociedade civil, ao Presidente da República e a todos os responsáveis políticos que tomem posição clara e inequívoca a favor do direito de manifestação e de reunião, repudiem a violência repressiva utilizada e foquem os esforços em procurar soluções para a grave crise de habitação e custo de vida que afeta os trabalhadores em Portugal".

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 11 feridos, cinco em Lisboa e seis no Porto, e 31 detidos por desobediência (25 em Lisboa e seis no Porto). Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

Lusa

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