País
SIRESP. Governo prevê "transição gradual e faseada" e garante continuidade operacional
Após a apresentação do novo sistema de comunicações de emergência, o Ministério da Administração Interna emitiu um comunicado para esclarecer que está prevista uma "transição gradual e faseada", rejeitando por isso que o novo SIRESP esteja a funcionar apenas daqui a dez anos.
O ministro da Administração Interna apresentou, na terça-feira, o relatório sobre o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), dando conta que o novo sistema só estará completamente operacional daqui a uma década.
Mais tarde, o Governo emitiu uma nota de esclarecimento a explicar que a evolução do sistema será de médio e longo prazo, tendo como horizonte a próxima década.
“Tal não significa que o SIRESP só estará a funcionar daqui a 10 anos, nem que o sistema atual será desmantelado, pelo contrário”, lê-se na nota enviada às redações.
“O que está previsto é uma transição gradual e faseada para um novo modelo tecnológico de comunicações críticas, garantindo sempre a continuidade operacional do sistema existente”, acrescenta.
Relativamente aos valores, o MAI esclarece que os cerca de 800 milhões de euros associados à evolução do SIRESP não correspondem a um investimento aprovado ou em execução. “Este montante resulta de um dos cenários analisados pela Equipa de Trabalho — o modelo de criação de uma infraestrutura própria, como uma operadora, totalmente dedicada do Estado para comunicações críticas”, explica, afirmando que este não foi o modelo escolhido.
“A opção adotada foi um “modelo híbrido”, que permite ao Estado manter o controlo sobre os elementos críticos da rede, aproveitando simultaneamente a infraestrutura já existente no território, com uma solução mais equilibrada em termos de custo, tempo de implementação e eficácia”, lê-se na nota, que explica que o investimento em curso é de 36 milhões de euros, com impacto imediato na robustez do sistema.
Quais as medidas imediatas?
Ao todo foram apresentadas 33 recomendações para o novo SIRESP. Algumas das recomendações vão entrar em funcionamento ainda este verão e outras estão já implementadas no terreno.
Para já, o sistema vai ter mais quatro estações base móveis a partir de julho, “permitindo reforçar rapidamente a cobertura em zonas críticas, teatros de operações ou áreas com maior pressão operacional”.
Também os rádios com acesso à rede de emergência começarão a chegar às autarquias em breve. Segundo o ministro da Administração Interna, estão previstos a distribuição de 4.000 de rádios a municípios e juntas de freguesia, "assegurando acesso direto à rede SIRESP, reforço da ligação com forças de segurança, proteção civil e estruturas de comando distrital".
No entanto, Luís Neves admitiu que muitos dos rádios não vão chegar no início da época de incêndios e muitos deles podem ser deslocalizados para as regiões mais afetadas.
O Governo anunciou ainda que as estações existentes vão passar a ter uma autonomia superior a 24 horas, “garantindo comunicações mesmo em cenários de falha prolongada de energia, como já se verificou em eventos recentes”.
Está também em curso a renovação das salas técnicas das estações base, “reduzindo o risco de falhas por condições ambientais, sobreaquecimento ou degradação dos equipamentos”.
Mais tarde, o Governo emitiu uma nota de esclarecimento a explicar que a evolução do sistema será de médio e longo prazo, tendo como horizonte a próxima década.
“Tal não significa que o SIRESP só estará a funcionar daqui a 10 anos, nem que o sistema atual será desmantelado, pelo contrário”, lê-se na nota enviada às redações.
“O que está previsto é uma transição gradual e faseada para um novo modelo tecnológico de comunicações críticas, garantindo sempre a continuidade operacional do sistema existente”, acrescenta.
Relativamente aos valores, o MAI esclarece que os cerca de 800 milhões de euros associados à evolução do SIRESP não correspondem a um investimento aprovado ou em execução. “Este montante resulta de um dos cenários analisados pela Equipa de Trabalho — o modelo de criação de uma infraestrutura própria, como uma operadora, totalmente dedicada do Estado para comunicações críticas”, explica, afirmando que este não foi o modelo escolhido.
“A opção adotada foi um “modelo híbrido”, que permite ao Estado manter o controlo sobre os elementos críticos da rede, aproveitando simultaneamente a infraestrutura já existente no território, com uma solução mais equilibrada em termos de custo, tempo de implementação e eficácia”, lê-se na nota, que explica que o investimento em curso é de 36 milhões de euros, com impacto imediato na robustez do sistema.
Quais as medidas imediatas?
Ao todo foram apresentadas 33 recomendações para o novo SIRESP. Algumas das recomendações vão entrar em funcionamento ainda este verão e outras estão já implementadas no terreno.
Para já, o sistema vai ter mais quatro estações base móveis a partir de julho, “permitindo reforçar rapidamente a cobertura em zonas críticas, teatros de operações ou áreas com maior pressão operacional”.
Também os rádios com acesso à rede de emergência começarão a chegar às autarquias em breve. Segundo o ministro da Administração Interna, estão previstos a distribuição de 4.000 de rádios a municípios e juntas de freguesia, "assegurando acesso direto à rede SIRESP, reforço da ligação com forças de segurança, proteção civil e estruturas de comando distrital".
No entanto, Luís Neves admitiu que muitos dos rádios não vão chegar no início da época de incêndios e muitos deles podem ser deslocalizados para as regiões mais afetadas.
O Governo anunciou ainda que as estações existentes vão passar a ter uma autonomia superior a 24 horas, “garantindo comunicações mesmo em cenários de falha prolongada de energia, como já se verificou em eventos recentes”.
Está também em curso a renovação das salas técnicas das estações base, “reduzindo o risco de falhas por condições ambientais, sobreaquecimento ou degradação dos equipamentos”.