Situação calma na Amadora Este e Colégio Militar apesar da greve no Metro

Os autocarros disponibilizados pelo Metropolitano de Lisboa para minimizar os efeitos da greve dos trabalhadores circulavam hoje praticamente vazios nas estações de Amadora Este e Colégio Militar, na oitava paralisação do ano.

Agência LUSA /

às 08:00, a situação no Colégio Militar era calma com quatro a cinco pe ssoas por cada paragem e com os autocarros alternativos ao serviço do Metro de L isboa a circularem praticamente vazios.

Mais de uma dezena de autocarros estavam disponíveis em frente à estaçã o do Colégio Militar, para escoar os utentes da Linha azul, que está encerrada.

Vários autocarros estavam disponíveis para servir os utentes da Linha a zul (Amadora Este/Rossio, Colégio Militar/Praça do comércio e Sete Rios/Rossio) que, a esta hora ainda não eram muitos.

Os utentes ouvidos pela agência Lusa não se mostraram surpreendidos pel a greve pois estavam avisados de que esta iria ocorrer.

Joaquina Lopes, empregada de escritório, que esperava por um autocarro alternativo que a levasse ao Rossio, disse à Lusa que estava na paragem há pouco mais de cinco minutos.

"Acabei por vir um pouco mais cedo porque pensei que haveria filas, mas afinal isto está bem calmo. às vezes ao fim-de-semana até há mais gente", disse a utente.

Também o utente do metro Paulo Barbosa contou à Lusa ter vindo mais ced o para a paragem "com medo das filas e dos autocarros cheios e dos atrasos".

"Na última greve do metro a situação foi bem pior. Demorei quase duas h oras a chegar ao trabalho na baixa", disse.

"Penso que hoje as coisas estão mais calmas devido ao facto de muita ge nte estar de férias do Natal", concluiu.

O motorista de um autocarro alternativo ao serviço do metro com destino à baixa de Lisboa disse à lusa que ainda estava tudo calmo, com poucos utentes.

"Só se depois tiver de enfrentar alguma resistência no trânsito porque o número de pessoas ainda não é elevado", adiantou.

Também junto à estação Amadora Este os autocarros partiam já vazios cer ca das 8:20, apesar de às 7:30 haver algumas dezenas de pessoas nas paragens e o s autocarros partirem cheios.

Apesar de ser já a oitava do ano, a greve de hoje ainda apanhou de surp resa alguns utentes, como Sérgio Martins, que só soube da paralisação hoje de ma nhã, no noticiário da rádio.

Ainda assim, foi até à estação de Amadora Este para confirmar a greve.

"Vou apanhar um autocarro para chegar ao trabalho, no Campo Pequeno. Te ndo de fazer duas mudanças até chegar ao meu destino", disse o utente.

Segundo fonte sindical, a greve de hoje dos trabalhadores do Metropolit ano de Lisboa, a oitava do ano para exigir o prolongamento do Acordo de Empresa, ronda os 100 por cento e todas as estações estão encerradas.

O dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e U rbanos (FESTRU) Diamantino Lopes disse à Lusa que os trabalhadores do metro, com excepção dos que estão a contrato, aderiram à greve que começou às 06:30 e term ina às 12:00.

O responsável referiu ainda que até ao momento o sindicato não foi cont actado pela administração da empresa e afirmou que se não houver acordo entre as partes, as greves marcadas para 09 e 11 de Janeiro vão realizar-se.

Para minimizar o impacto da paralisação, a empresa do Metro assegura tr ansportes alternativos em autocarros que farão os percursos correspondentes às l inhas Azul, Amarela, Verde e Vermelha, aceitando todos os títulos de transporte válidos no metropolitano de Lisboa.

O actual Acordo de Empresa (AE) do Metro termina em Dezembro de 2007, m as os trabalhadores pretendem negociar o seu prolongamento por recearem que o fi m do acordo altere as condições de trabalho e direitos sociais conquistados nas últimas décadas.

O Metropolitano de Lisboa tem em funções um novo conselho de gerência h á pouco mais de um mês, mas a situação arrasta-se desde a anterior administração .

Os trabalhadores já tiveram uma reunião preparatória com o novo conselh o de administração que acabou por não conseguir parar as greves.

Nos dias 09 e 11 de Janeiro de 2007, o metro volta a paralisar entre as 06:30 e as 12:00, assegurando a empresa os mesmos transportes alternativos de hoje.

PUB