País
Situação de contingência. Eventos junto a zonas florestais devem ocorrer noutros moldes
O primeiro-ministro reuniu-se esta terça-feira com o Centro de Coordenação Operacional Nacional na sede da Proteção Civil, em Carnaxide, quando o país vive em situação de contingência devido ao elevado risco de incêndios florestais.
Foto: Mário Cruz - Lusa
Perante o risco de incêndio nos próximos dias, António Costa salientou que não se podem permitir atividades que mobilizem "milhares de pessoas" para junto da floresta e que os promotores terão de adiar os eventos em causa ou procurar espaços alternativos.
Em causa estão, em particular, a realização do festival Super Bock Super Rock, no Meco, e a concentração de motards em Faro.
O chefe de Governo destaca que, nos termos da lei, a situação de contingência prevê a proibição de várias atividades em floresta e zonas de mato.
"A segurança tem de estar acima de tudo", afirmou, adiantando que as autoridades estão em contacto com os promotores para "readaptar" os eventos às circunstâncias e impedir que não sejam "totalmente cancelados".
"Não se podem permitir atividades que mobilizam para junto da floresta milhares de pessoas", não só para evitar o risco de incêndio, mas também para proteção das próprias pessoas e dos promotores.
António Costa recordou ainda o parecer negativo por parte da GNR e da Proteção Civil para a realização destes eventos nos moldes inicialmente definidos.
Questionado sobre eventuais indemnizações, o primeiro-ministro salientou que o estado não é "segurador universal" e que as restrições foram impostas a várias atividades e setores, mas destacou que a prioridade deve ser a diminuição de risco de incêndios, de perda de vidas e bens.
Tal como no decurso da pandemia, os responsáveis políticos não podem assumir o risco de "desconsiderar" avaliações técnicas.