País
"Skinheads" começaram a ser julgados em Lisboa
Trinta e seis "skinheads" começaram hoje a ser julgados no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, naquele que promete ser o mais rápido julgamento em Portugal. Concluir o processo em duas semanas será o objectivo do colectivo de juízes presidido por João Felgar.
A primeira sessão do julgamento ficou marcada por um atraso de mais de uma hora em relação ao que estava previsto e ainda por uma demorada identificação dos auguidos e leitura do despacho de pronúncia.
O presidente do colectivo de juízes ainda tentou junto dos advogados e réus a dispensa da leitura do despacho de pronúncia, mas Mário Machado não prescindiu de tal leitura que se iniciou por volta das 12 horas.
Os trinta e seis “skinheads” que se encontram em julgamento desde a manhã de hoje, incluindo o líder do movimento Hammerskins Portugal, Mário Machado, são acusados de vários crimes como discriminação racial, sequestros, ofensas corporais, posse ilegal de armas ou distribuição de propaganda nazi.
O trabalho do colectivo de juízes, presidido por João Felgar e não por Ana Teixeira e Silva como inicialmente tinha sido anunciado, poderá ser concluído em apenas duas semanas o que a acontecer seria inédito na história judicial portuguesa.
Esta intenção do Tribunal poderá estar relacionada com o número de pessoas envolvidas, com a matéria sensível que envolve e com o facto, talvez o mais determinante, de a prisão preventiva de Mário Machado estar a chegar ao fim.
Em declarações já esta manhã à Antena 1, o advogado Rogério Alves considerou esta intenção louvável e que levará o colectivo de juízes “a dedicar-se quase em exclusivo a este julgamento”, mas lembrou que um julgamento não é uma corrida contra o tempo e que “se não for possível concluir o julgamento no tempo pretendido este terá de prolongar-se até ser concluído”.
Mário Machado, apontado como o líder do grupo, encontra-se em prisão preventiva desde Abril do ano passado, tendo os restantes arguidos ficado sujeitos a medidas de coacção menos gravosas, que incluem desde prisão domiciliária com pulseira electrónica até apresentações periódicas às autoridades.
Já esta manhã o advogado de defesa de Mário Machado, José Castro, referiu que este julgamento está baseado em conceitos políticos.
“O crime de que vêm todos os arguidos acusados, entre os quais o Mário Machado, e o único que justifica a manutenção da sua prisão preventiva é o da chamada descriminação racial. No entanto, não existem factos concretos que permitam alicerçar actos de ódio, actos que o arguido tenha cometido que lhe imputem actos concretos de ódio, agressões a minorias, nada disso está nos autos”, esclareceu José Castro.
A concluir, o advogado de defesa de Mário Machado referiu que se trata de uma “acusação vaga e indesejavelmente baseada em conceitos políticos”.
O julgamento que se iniciou hoje tem desde já marcadas sessões para os próximos três dias.
O presidente do colectivo de juízes ainda tentou junto dos advogados e réus a dispensa da leitura do despacho de pronúncia, mas Mário Machado não prescindiu de tal leitura que se iniciou por volta das 12 horas.
Os trinta e seis “skinheads” que se encontram em julgamento desde a manhã de hoje, incluindo o líder do movimento Hammerskins Portugal, Mário Machado, são acusados de vários crimes como discriminação racial, sequestros, ofensas corporais, posse ilegal de armas ou distribuição de propaganda nazi.
O trabalho do colectivo de juízes, presidido por João Felgar e não por Ana Teixeira e Silva como inicialmente tinha sido anunciado, poderá ser concluído em apenas duas semanas o que a acontecer seria inédito na história judicial portuguesa.
Esta intenção do Tribunal poderá estar relacionada com o número de pessoas envolvidas, com a matéria sensível que envolve e com o facto, talvez o mais determinante, de a prisão preventiva de Mário Machado estar a chegar ao fim.
Em declarações já esta manhã à Antena 1, o advogado Rogério Alves considerou esta intenção louvável e que levará o colectivo de juízes “a dedicar-se quase em exclusivo a este julgamento”, mas lembrou que um julgamento não é uma corrida contra o tempo e que “se não for possível concluir o julgamento no tempo pretendido este terá de prolongar-se até ser concluído”.
Mário Machado, apontado como o líder do grupo, encontra-se em prisão preventiva desde Abril do ano passado, tendo os restantes arguidos ficado sujeitos a medidas de coacção menos gravosas, que incluem desde prisão domiciliária com pulseira electrónica até apresentações periódicas às autoridades.
Já esta manhã o advogado de defesa de Mário Machado, José Castro, referiu que este julgamento está baseado em conceitos políticos.
“O crime de que vêm todos os arguidos acusados, entre os quais o Mário Machado, e o único que justifica a manutenção da sua prisão preventiva é o da chamada descriminação racial. No entanto, não existem factos concretos que permitam alicerçar actos de ódio, actos que o arguido tenha cometido que lhe imputem actos concretos de ódio, agressões a minorias, nada disso está nos autos”, esclareceu José Castro.
A concluir, o advogado de defesa de Mário Machado referiu que se trata de uma “acusação vaga e indesejavelmente baseada em conceitos políticos”.
O julgamento que se iniciou hoje tem desde já marcadas sessões para os próximos três dias.