Sociedade de hipertensão quer lista de medicamentos essenciais. As reações à falta de medicamentos

A Sociedade Portuguesa de hipertensão defende a criação de uma lista de medicamentos considerados essenciais para evitar novas ruturas nas farmácias.

Antena 1 /

Foto: Myriam Zilles / Unsplash

Por problemas de produção quase um milhar de medicamentos estão em falta. Para mais de trinta não existe mesmo alternativas com o mesmo princípio ativo.

E em três casos não há qualquer outro medicamento, nem sequer através de outra substância.

Nalgumas situações e segundo dados adiantados esta manhã pelo Jornal de Notícias, a reposição dos medicamentos só vai ser feita no próximo ano.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Luís Bronze, lamenta que não haja em Portugal uma lista de medicamentos considerados essenciais e aponta como exemplo o medicamento Inderal, para o qual não há solução.

Luís Bronze aponta uma possível explicação: a falta de margem para quem produz alguns destes medicamentos.

O bastonário da Ordem dos Médicos responsabiliza o Infarmed pelas falhas.

Miguel Guimarães lembra o caso do medicamento para a diabetes tipo 2 e concorda que seria uma boa iniciativa criar uma lista, para evitar eventuais falhas.

O bastonário não esconde a preocupação pelo facto de haver ruturas em medicamentos destinados a doenças para as quais não há outra solução.

Também a Associação Nacional de Farmácias nota um aumento das queixas na linha de informações ao utente.

Perante o problema, as farmácias, explica Ema Paulino, tentam ajudar os clientes.

A presidente da Associação Nacional de Farmácias defende a revisão periódica de preços e refere que alguns medicamentos estão demasiado baratos. Pede por isso mais autonomia para os farmacêuticos.

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