Sócrates contra participação de militares em manifestação

O secretário-geral do PS manifestou-se contra a participação de militares numa acção de protesto marcada para quinta-feira, afirmando que as "manifestações ilegais" nunca deverão realizar-se no país.

Agência LUSA /

As declarações do primeiro-ministro foram proferidas no final de uma reunião com o Grupo Parlamentar do PS, destinada a analisar a agenda política dos socialistas nas próximas semanas.

O protesto dos militares está marcado para quinta-feira às 18:00 para o Rossio e visa protestar contra os cortes orçamentais na área da defesa, mas foi considerado ilegal pelo Governo Civil de Lisboa.

Os militares criticam a redução, no Orçamento de Estado de 2007, de cerca de 50 por cento nas verbas para a despesa com a saúde dos militares e familiares, a diminuição de cerca de 25 por cento nas verbas destinadas às remunerações de reserva e a redução de cerca de 900 efectivos.

"As manifestações ilegais não devem realizar-se em Portugal. Neste país, toda a gente tem o direito de se manifestar, desde que o faça em respeito pela lei", respondeu Sócrates aos jornalistas, depois de ser confrontado com o protesto convocados pelos militares para quinta-feira.

O primeiro-ministro negou ainda que "haja qualquer repressão" na decisão do Governo Civil de Lisboa de considerar ilegal a acção de protesto dos militares.

"Não há repressão nenhuma. A lei serve para libertar os cidadãos e todos os cidadãos estão obrigados a cumprir a lei", reagiu.


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