Sócrates denuncia campanha de "assassinato de carácter" contra Campos e Cunha

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O primeiro-ministro criticou hoje a "campanha de assassinato de carácter" que considerou estar a ser feita contra o ministro das Finanças por causa da reforma que aufere, mas garantiu que nada afastará o Governo do seu caminho.

"Quero exprimir a minha solidariedade ao ministro das Finanças, que é um homem sério e muito competente, e quero que fique bem claro que não serão campanhas como esta, que visam o assassinato de carácter, que nos afastarão do nosso caminho", disse, numa reacção às notícias de que Luís Campos e Cunha acumula o vencimento de ministro com uma reforma do Banco de Portugal.

José Sócrates falava aos jornalistas em Ponte de Lima, onde inaugurou o festival internacional de jardins e alguns equipamentos da área de paisagem protegida das lagoas de Bertiandes e São Pedro de Arcos.

Segundo o primeiro-ministro, o caminho do Governo é "lutar pela economia portuguesa, pelo crescimento e pelo emprego, fazendo que deve ser feito para resolver o problema das contas públicas e pôr o equilíbrio orçamental ao serviço do crescimento económico".

"Tomar medida para que Portugal recupere a sua credibilidade nos mercados internacionais e impedir que as taxas de juro subam e, por outro lado, defender o Estado social porque, grande parte das medidas que estamos a tomar são de absoluta justiça", frisou, exemplificando com a convergência da idade de reforma entre os sectores público e privado.

José Sócrates considerou ainda que o "caminho para a convergência é de justiça e tinha de ser feito mais tarde ou mais cedo, porque o Estado social serve para proteger os mais fracos e não para dar privilégios".


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