Sócrates nega ter nomeado professor para cargo político
O primeiro-ministro, José Sócrates, negou ter recomendado o nome de António José Morais, que foi seu professor na Universidade Independente, para cargos de nomeação política no seu Governo e no de António Guterres.
Em entrevista à RTP1 e à Antena 1, o primeiro-ministro garantiu ter tido sempre "uma relação de aluno-professor" com António José Morais, que ministrou quatro das cinco cadeiras que José Sócrates frequentou na UnI.
"Depois de terminada a licenciatura não tive com ele uma relação próxima", disse o chefe do Governo, reconhecendo no entanto tratar-se de um elemento do Partido Socialista.
Questionado sobre se teria tido influência na escolha do professor para cargos de nomeação política, tanto no governo de António Guterres, como no actual executivo, José Sócrates rejeitou o que considerou "uma insinuação maldosa".
"Nunca recomendei a nomeação do professor, nem ao meu colega Armando Vara [enquanto secretário de Estado da Administração Interna do governo de António Guterres], nem ao ministro da Justiça [Alberto Costa]. É uma insinuação maldosa que eu rejeito em absoluto", afirmou.
O primeiro-ministro admitiu ter assinado o despacho de nomeação de António José Morais, como o faz com os de todos os directores-gerais, mas apenas por proposta do ministro.
Sublinhou ainda que António José Morais "tem um nível de habilitações que o recomenda" para quaisquer funções de nomeação política, já que é licenciado em engenharia, mestre e doutorado em estruturas.
Não se trata de "um desqualificado" que não merece as funções que desempenhou", concluiu.