Sócrates quer reforma da segurança consensual e espera apoio do PSD
O primeiro-ministro comprometeu-se a procurar "o maior nível de consenso" sobre a reforma do sistema e das forças de segurança e apelou ao PSD não ir atrás de eventuais protestos e apoiar o processo.
"Queremos que esta reforma seja aprovada e executada com o maior nível de consenso possível. Tudo faremos para o obter", declarou José Sócrates, no deb ate mensal na Assembleia da República.
Na resposta ao líder parlamentar do PS, Alberto Martins, O primeiro-min istro quis registar novamente "o acordo" manifestado pelo presidente do PSD, Mar ques Mendes, em relação à reestruturação do sistema de segurança interna e das f orças de segurança.
"Espero que o PSD, à mínima contestação, não venha dizer que estava tud o bem em teoria mas que a execução é que está mal", sublinhou José Sócrates.
Após a aprovação das "principais linhas de orientação da reforma", esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, vai reunir-se "com todas as bancadas" para "chegar a um acordo e a um consenso", disse.
José Sócrates aproveitou também a resposta a Alberto Martins para avanç ar alguns detalhes da futura coordenação da acção das forças e serviços de segur ança, a realizar através de um Sistema Integrado de Segurança Interna liderado p or um secretário-geral.
Além de coordenar a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Guarda Nacion al Republicana (GNR), a Polícia Judiciária (PJ) e o Serviço de Estrangeiros e Fr onteiras (SEF), esse secretário-geral "pode e vai assumir funções de chefia, de comando das forças em algumas circunstâncias", adiantou.
Isso acontecerá "nalguns momentos" para que haja "uma resposta mais efi ciente", acrescentou o primeiro-ministro.
"Esta reforma já foi testada, não tem nada de experimentalismo", salien tou.
Alberto Martins, que falou com menos de 20 deputados do PSD presentes e m plenário, acusou o presidente social-democrata, Marques Mendes, de "abandonar por completo esta reforma essencial" por lhe ter dedicado "dois minutos" da sua intervenção.
"Fugiu de forma atabalhoada, a expressão é sua, ao debate essencial", c riticou, argumentando que a importância desta reforma resulta de a segurança ser "condição de liberdade, a garantia do exercício das liberdades".