Sócrates satisfeito por acordo com Joe Berardo

por Agência LUSA

O primeiro-ministro afirmou que o acordo para a criação do Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, em Lisboa, representa "o fim de dez anos de incompreensíveis hesitações" para aumentar a oferta cultural do país.

As palavras de José Sócrates foram proferidas após ter presidido à assi natura do acordo de parceira para a criação no Centro Cultural de Belém do Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, que terá um núcleo permanente de 863 peças.

O protocolo foi assinado pela ministra Cultura, Isabel Pires de Lima, p elo comendador Joe Berardo em representação da Associação José Berardo, e pelo p residente da Fundação Centro Cultural de Belém, Mega Ferreira.

"Chegaram ao fim os episódios com a colecção Berardo, chega agora o Mus eu Berardo", afirmou José Sócrates na começo do seu discurso, feito de improviso , perante cerca de 70 convidados, entre eles o vereador da Cultura da Câmara Mun icipal de Lisboa e ex-secretário de Estado dos governos PSD/CDS-PP, José Amaral Lopes.

O primeiro-ministro considerou "incompreensível que um país como Portug al, com debilidades na oferta cultural, tenha passado dez anos com impasses e he sitações para aproveitar uma das mais importantes colecções de arte contemporâne a".

"É do interesse público e uma obrigação do Estado criar mais oportunida des de oferta cultural, porque acrescenta à qualificação dos portugueses, mas ta mbém à economia do país", sustentou o chefe do executivo.

Após sublinhar a importância de Portugal se assumir como exemplo de paí s "com uma cultura universalista e cosmopolita", José Sócrates afirmou que "ning uém compreenderia" que o Estado não criasse as condições necessárias para que a colecção Berardo não estivesse patente ao público, "para mais sendo essa a vonta de do dono".

"Com esta parceria sai a ganhar o comendador Joe Berardo, o Centro Cult ural de Belém e o país", acrescentou o primeiro-ministro, dizendo que, desde o p rimeiro momento em que visitou parte da colecção em Sintra, nunca teve dúvidas s obre a sua importância cultural.

José Sócrates classificou ainda a conduta de Joe Berardo "como um bom e xemplo a seguir de mecenato cultural a favor do país".


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