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SOS Racismo contra muro à volta de bairro de comunidade cigana em Montemor-o-Novo

SOS Racismo contra muro à volta de bairro de comunidade cigana em Montemor-o-Novo

O SOS Racismo acusou hoje o município de Montemor-o-Novo de ter construído um muro à volta do bairro da Janelinha, onde reside uma comunidade cigana paredes-meias com o novo complexo de piscinas cobertas, hoje inaugurado.

Agência LUSA /

Em comunicado, o SOS Racismo considera que, "para a câmara, as pessoas que residem no Bairro da Janelinha não são seres humanos, nem sequer habitantes legítimos do concelho", mas sim "um incómodo que precisa de ser ocultado". Por i sso, adianta o documento, "a câmara resolveu construir um muro à volta do bairro para que quem frequente as piscinas não seja incomodado com as condições em que o bairro se encontra".

Em declarações à agência Lusa, Elena Elias, colaboradora do SOS Racismo , que está a acompanhar o processo do bairro, acusou a Câmara Municipal de Monte mor-o-Novo de "ignorar o Bairro da Janelinha", onde residem 17 famílias há mais de 20 anos "sem electricidade, saneamento básico e com um único ponto de água". Segundo a colaboradora do SOS Racismo, "nunca foi discutido com a população o se u realojamento", razão pela qual os habitantes estão, agora, "descontentes com a vedação colocada no bairro".

Contactado pela Lusa, o vereador do pelouro da Acção Social e Saúde do município de Montemor-o-Novo, João Marques, desvalorizou as acusações do SOS Rac ismo, considerando que deveriam ser "mais sérios" e "não levantarem problemas qu e não existem". O autarca considera, no entanto, a actividade do SOS Racismo com o "meritória, na generalidade".

João Marques realçou que o município já adjudicou a aquisição de módulo s junto ao Parque de Exposições para realojar as 23 famílias da comunidade cigan a, onde os residentes vão ter água canalizada, saneamento básico e electricidade . "A autarquia vai investir 300 mil euros de capitais próprios no realojamento d as pessoas", explicou.

O vereador reconhece que os residentes naquele local vivem em "condiçõe s indignas", mas salientou que a autarquia tem vindo "sempre a apoiá-los e a dia logar com eles", incluindo no processo de realojamento. O autarca explicou que a vedação foi colocada no bairro para proteger os residentes, sobretudo as crianç as, das máquinas e equipamentos que vão ser utilizados na construção das infra-e struturas de um loteamento para habitação que será efectuado naquele local.

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