Subida de água em quase todas as albufeiras, rio Arade muito abaixo da média
O volume de água armazenada subiu ligeiramente em quase todas as albufeiras, mantendo-se a bacia do rio Arade muito abaixo da média, segundo o boletim mensal do Instituto da Água (Inag), que reporta ao último dia de Março.
Comparativamente ao mesmo dia do mês de Fevereiro, verificou- se uma subida ligeira no volume armazenado em todas as bacias, com excepção das de Ribeiras do Oeste, Guadiana, Sado, Mira e Ribeiras do Barlavento, salienta o relatório.
"Em termos de gestão da água, esta subida não tem grande expressão porque a variação é muito pequena, ou seja, não podemos contar com mais água do que a que tínhamos", assinalou João Avilez, chefe da divisão de planeamento do Inag.
No entanto, a chuva que caiu no passado fim-de-semana terá permitido, segundo o mesmo técnico, aliviar alguma pressão a nível do consumo doméstico para rega de jardins e quintais.
Outro efeito foi "a diminuição da situação crítica nas culturas permanentes, nomeadamente nos pomares de citrinos do Algarve".
O Inag refere ainda no seu boletim que os armazenamentos de Março de 2005 por bacia hidrográfica são ainda inferiores às médias de armazenamento de Março no período 1990/2000, excepto nas bacias do Ave e do Guadiana.
Das 55 albufeiras monitorizadas, dez apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total, a Norte da bacia do rio Tejo, e em nove a disponibilidade era inferior a 40 por cento.
Encontram-se neste caso as duas albufeiras do rio Arade (Arade e Funcho), já que o armazenamento nesta bacia hidrográfica apresenta um valor semelhante ao do mês de Fevereiro (14,4), estando muito abaixo da média e dos valores observados no mesmo mês do ano anterior (55,7).