Surto de esgana na Zoófila causou a morte de um cão e mobiliza veterinários e voluntários
Lisboa, 19 jun (Lusa) -- A União Zoófila (UZ) depara-se, há uma semana, com um surto de esgana que já causou a morte de um cão e provocou sintomas em outros animais, obrigando à mobilização de voluntários e veterinários deste albergue de animais em Lisboa.
Em declarações à agência Lusa, a diretora da UZ disse que o surto começou há uma semana, quando um cão, que entretanto morreu, mostrou sinais de esgana, como convulsões e febres altas.
O animal foi posto em quarentena e observado por veterinários, que decidiram ainda isolar todos os outros que estiveram em contacto com este cão.
"Não sabemos qual o animal que trouxe a esgana para o albergue, até porque, nas últimas semanas, foram muitos os animais que deram entrada na Zoófila", disse Luísa Barroso.
O surto da doença está a preocupar a direção da UZ e a obrigar a um esforço enorme de voluntários e veterinários que têm observado todos os animais na procura de sinais da doença.
Mais de 100 análises foram realizadas, tendo revelado a presença da doença em quatro cães, já com sinais de esgana.
Outros animais também deram positivo à presença do vírus, mas, para já, não mostram sintomas da doença.
Segundo Luísa Barroso, foram isolados cerca de 50 cães.
Para a presidente da UZ, este surto é "uma tragédia", porque a associação tem "fracas condições físicas e financeiras, e só graças a uma grande ajuda dos voluntários e alguns donativos, em material veterinário e dinheiro, tem permitido dar uma resposta desta dimensão".
"Todo o pessoal tem de estar protegido nas zonas infetadas, com vestes próprias, desinfetar os sapatos com uma solução muto forte para impedir a propagação do vírus, todas as boxes estão a ser desinfetadas", acrescentou.
O surto obrigou já à requisição de duas equipas veterinárias, o que terá custos para a associação, que receia não conseguir poder responder a todos estes gastos, sem a ajuda de beneméritos.
"É uma ronda de manhã até à noite, a ver as boxes, os animais um por um, a ver a sua evolução".
A nossa grande angústia é que não tenhamos capacidade física e financeira para ultrapassar este desafio, pelo que a presidente da UZ apela à dádiva dos cidadãos.
"A UZ está a fazer o possível, com a ajuda fantástica dos veterinários, amigos e padrinhos da Zoófila, temos conseguido enfrentar este monstro que se declarou, mas é sempre difícil", disse.
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