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Suspeitas de corrupção. Presidência do Conselho de Ministros alvo de buscas da PJ

Suspeitas de corrupção. Presidência do Conselho de Ministros alvo de buscas da PJ

A Polícia Judiciária desencadeou esta quinta-feira buscas na sede da Presidência do Conselho de Ministros. Em causa estão suspeitas relacionadas com contratos realizados entre elementos do Conselho de Ministros e pelo menos uma empresa do norte do país.

RTP /
Foto: João Relvas - Lusa

A Polícia Judiciária está a fazer buscas na Presidência do Conselho de Ministros por suspeitas de corrupção. Em comunicado, o Departamento Central de Investigação e de Ação Penal (DCIAP) confirmou a realização de buscas em cinco diferentes locais.

Incluem-se "sociedades comerciais, empresas de contabilidade, residências particulares e organismos de administração pública".

As diligências em causa decorrem nas regiões de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga.

Neste inquérito investiga-se a eventual prática de "crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio e falsificação de documento", acrescenta o DCIAP.

"Em causa estão factos relacionados com a adjudicação, através de ajuste direto, de contrato de prestação de serviços celebrado entre organismos da administração pública e sociedade comercial", acrescenta o comunicado.

A investigação, em segredo de justiça, está a ser dirigida pelo Ministério Público em conjunto com a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Um dos alvos principais da operação será o secretário-geral David Xavier e outros funcionários a seu cargo que já deixaram a presidência do Conselho de Ministros. 

Os inspetores da Polícia Judiciária chegaram à Presidência do Conselho de Ministros pelas 9h00 e continuavam, ao início da tarde, a recolher documentação no local.

As buscas domiciliárias e em gabinetes começaram esta manhã de quinta-feira, numa operação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção. O inquérito em causa partiu de um outro processo e envolve uma empresa informática do norte do país.

O juiz Carlos Alexandre está à frente deste inquérito, apurou a RTP. 

Ainda não há indicação sobre eventuais arguidos ou detenções efetuadas no âmbito deste processo.

Enquanto isso, o Conselho de Ministros está reunido em Algés, no antigo Ministério do Mar. Nas últimas semanas, é aqui que o Conselho de Ministros se tem reunido todas as semanas.
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