País
Suspeitas de peculato e abuso de poder. PJ faz buscas na sede do PSD e em casa de Rui Rio
A Polícia Judiciária desencadeou esta quarta-feira buscas na sede do PSD em Lisboa, nas instalações do partido no Porto e em casa de Rui Rio. Em causa estão suspeitas de peculato e abuso de poder. As autoridades investigam a alegada utilização de dinheiros públicos na gestão dos social-democratas em anteriores direções.
A polícia de investigação criminal está a debruçar-se sobre contratos de funcionários do PSD que seriam pagos como funcionários do Grupo Parlamentar do partido.
As buscas na sede do PSD em Lisboa começaram cerca das 9h00. Ao início da tarde, os investigadores ainda se permaneciam no interior das instalações a recolher documentação. A RTP apurou que se trata de um alegado esquema ilícito de financiamento partidário.
Os alegados crimes terão ocorrido entre 2018 e 2022, período em que Rui Rio foi presidente do PSD.Em nota enviada às redações, o PSD confirmou as buscas e garante que “prestará toda a colaboração solicitada pelas autoridades judiciais”.
A RTP confirmou que a Polícia Judiciária chegou a casa do ex-presidente do PSD, no Porto, pelas 8h00.
Entretanto, a PJ confirmou que procedeu à realização de 20 buscas, 14 delas domiciliárias, cinco a instalações de partido político e uma em instalações de Revisor Oficial de Contas, na zona da Grande Lisboa e na zona norte do país.
Em comunicado, a PJ adianta que a operação foi acompanhada por seis magistrados do Ministério Público, um juiz de Instrução Criminal e contou com a colaboração do DIC de Setúbal, da ULIC de Évora, da UPFC e UPTI da Polícia Judiciária, tendo participado nas buscas cerca de 100 inspetores e diversos peritos informáticos e financeiros.
"Está em causa a investigação à utilização de fundos de natureza pública, em contexto político-partidário, existindo suspeitas da eventual prática de crimes de peculato e abuso de poderes (crimes da responsabilidade de titulares de cargos políticos), a factos cujo início relevante da atuação se reporta a 2018", lê-se na mesma nota.
Em comunicado, a PJ adianta que a operação foi acompanhada por seis magistrados do Ministério Público, um juiz de Instrução Criminal e contou com a colaboração do DIC de Setúbal, da ULIC de Évora, da UPFC e UPTI da Polícia Judiciária, tendo participado nas buscas cerca de 100 inspetores e diversos peritos informáticos e financeiros.
"Está em causa a investigação à utilização de fundos de natureza pública, em contexto político-partidário, existindo suspeitas da eventual prática de crimes de peculato e abuso de poderes (crimes da responsabilidade de titulares de cargos políticos), a factos cujo início relevante da atuação se reporta a 2018", lê-se na mesma nota.
Também o Ministério Público avançou, num outro comunicado, que as diligências no distrito de Lisboa e na cidade do Porto foram executadas pela Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e presididas por juiz de Instrução Criminal e magistrados do Ministério Público do DIAP Regional de Lisboa e da 1 Secção do DIAP Regional do Porto.
"No inquérito investigam-se suspeitas da prática de crimes de peculato e abuso de poder relativamente a factos cujo início relevante da atuação se reporta a 2018".
"No inquérito investigam-se suspeitas da prática de crimes de peculato e abuso de poder relativamente a factos cujo início relevante da atuação se reporta a 2018".
As buscas em casa do antigo presidente do Partido Social Democrata, que se mostrou à varanda, terminaram ao final da manhã.
Rui Rio ironizou com os acontecimentos, dizendo mesmo, a dada altura, estar "com muito medo".
"Vão descobrir os crimes todos que eu cometi", disse o presidente do PSD.
Estas diligências abrangeram também Florbela Guedes, antiga acessora de Rui Rio, o deputado Hugo Carneiro e toda a estrutura diretiva do PSD, incluindo a sede nacional, na São Caetano à Lapa, em Lisboa, e sedes distritais.
"Vão descobrir os crimes todos que eu cometi", disse o presidente do PSD.
Estas diligências abrangeram também Florbela Guedes, antiga acessora de Rui Rio, o deputado Hugo Carneiro e toda a estrutura diretiva do PSD, incluindo a sede nacional, na São Caetano à Lapa, em Lisboa, e sedes distritais.
O deputado Hugo Carneiro confirmou que foi “alvo de buscas na residência alugada em Lisboa e na do Porto”. O ex-secretário-geral do PSD garantiu que vai colaborar com as autoridades.
Em relação à possibilidade de ter sido constituído arguido, Hugo Carneiro recordou “que nos titulares dos órgãos de soberania existe um procedimento próprio, relativamente a essa matéria”.
“Não me foi indiciado que ira ser constituído arguido. Mas se o Ministério Público pedir ao Parlamento o levantamento da minha imunidade parlamentar para eu prestar os esclarecimentos que foram necessários obviamente que eu estou cá para prestar contas”.
Até ao momento, não foi constituído qualquer arguido.
“Não me foi indiciado que ira ser constituído arguido. Mas se o Ministério Público pedir ao Parlamento o levantamento da minha imunidade parlamentar para eu prestar os esclarecimentos que foram necessários obviamente que eu estou cá para prestar contas”.
Até ao momento, não foi constituído qualquer arguido.