Suspeito de assalto em Loulé começa quinta-feira a ser julgado

O tribunal de Loulé começa a julgar quinta-feira um dos dois assaltantes de um centro comercial em Almancil, de que resultou a morte do outro assaltante e ferimentos num soldado da GNR.

Agência LUSA /

Os factos remontam ao início da tarde de 26 de Abril, quando os assaltantes foram surpreendidos por uma patrulha da GNR a roubar uma ourivesaria no centro comercial Doza.

Um dos suspeitos foi atingido mortalmente à porta da loja durante a troca de tiros que se seguiu com os soldados da GNR.

Os assaltantes feriram a tiro um soldado da GNR, numa perna, num ombro e num braço, pelo que o agente teve que ficar internado vários dias no Hospital de Faro.

O homem cujo julgamento começa quinta-feira em Loulé ficou gravemente ferido numa mão, sendo transferido no mesmo dia para o Hospital de São José, onde fez cirurgia plástica reconstrutiva.

O assaltante morto, referenciado já por vários assaltos, teve morte imediata depois de ter sido atingido na cara pelo agente que ficou ferido no tiroteio.

Os assaltantes, com capacetes de motorizada e viseiras a tapar o rosto, entraram na ourivesaria à hora do almoço, depois de terem partido a montra.

Ao aperceberem-se da presença dos soldados da GNR - numa altura em que já tinham três sacos cheios de objectos de ourivesaria - os assaltantes tentaram fugir.

Registou-se então uma troca de tiros no interior do centro comercial, com cerca de 25 lojas, onde àquela hora havia uma reduzida afluência de pessoas.

A proprietária da ourivesaria, acompanhada por um filho, ainda chegou a ser intimada pelos assaltantes a sair do local, sob ameaça de duas pistolas e uma metralhadora ligeira, quando regressava ao local, praticamente em simultâneo com a chegada da GNR.

Segundo testemunhos no local, um terceiro assaltante aguardava dentro de um carro a consumação do assalto e terá conseguido fugir.


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