Suspeito de atear 20 fogos libertado devido à greve dos funcionários judiciais

A greve dos funcionários judiciais em curso levou um juiz de instrução criminal a decidir esta sexta-feira libertar o alegado autor de 20 incêndios florestais no concelho de Ponte da Barca, em Viana do Castelo, nos últimos cinco meses. O arguido saiu com termo de identidade e residência.

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Sérgio Ramos - RTP

“O juiz de instrução criminal que estava de turno proferiu um despacho a ordenar a libertação do detido, justificando a decisão com o facto de não ter condições para a realização do primeiro interrogatório judicial, por falta de funcionários judiciais, que estão em greve. O arguido saiu em liberdade com o termo de identidade e residência", confirmou fonte judicial à agência Lusa.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) tinha anunciado a detenção de um homem de 28 anos suspeito de pelo menos 20 incêndios florestais em várias freguesias do concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.

Os incêndios em causa ocorreram entre 9 de abril e 28 de agosto deste ano nas freguesias de Vila Nova de Muía, de Touvedo, de Paço Vedro Magalhães, de Vila Chã e Lindoso. Estes 20 incêndios consumiram 120 hectares de floresta.

Em conferência de imprensa, coordenador da PJ de Braga, António Gomes, adiantou que o suspeito, residente na zona, é operário da construção civil, está inserido social, profissional e familiarmente.

Na origem da sua atuação estaria "o fascínio pelo fogo e pela movimentação dos meios" no combate aos incêndios. O detido não tem antecedentes criminais.

(c/ Lusa)
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