Táxi para pessoas de mobilidade reduzida entrou hoje ao serviço em Famalicão

Vila Nova de Famalicão, 10 Mar (Lusa) - O primeiro táxi para pessoas de mobilidade reduzida começou hoje a circular nas ruas de Famalicão, disse à Lusa o presidente da autarquia.

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Segundo Armindo Costa, o veículo está preparado para transportar cadeiras de rodas, permitindo maior independência a quem tem dificuldade em deslocar-se sozinho.

O táxi, propriedade de uma empresa privada, possui rampas elevatórias que permitem a entrada no automóvel de uma cadeira de rodas.

"Estamos a dar um passo na promoção da igualdade, do direito à qualidade de vida, à educação e à cultura", frisou o presidente social-democrata da Câmara de Famalicão.

O veículo, da empresa Táxis A. Pinto, é o primeiro dos quatro táxis para pessoas de mobilidade reduzida licenciados para o concelho de Famalicão.

Até agora, os cidadãos de mobilidade reduzida para se deslocarem, ou viajavam de ambulância ou em carros particulares.

"Agora, ir ao médico, ao banco ou às compras será mais fácil", salientou o autarca.

Para além da cidade de Famalicão, também empresas das vilas de Joane, Ribeirão e Riba de Ave vão ter táxis adaptados.

Além de ser o primeiro veículo do género em Famalicão, é pioneiro no distrito de Braga e um dos primeiros em Portugal.

A autarquia local abriu um concurso público, em Setembro de 2007, para a concessão de novas licenças aos veículos que apresentassem condições especiais de transporte.

O automóvel, hoje apresentado, custou 55 mil euros, dos quais 50 mil na compra da carrinha e cinco mil para a adaptação e homologação do táxi.

Identificados com o pictograma de deficientes físicos, os quatro táxis estão equipados com uma "plataforma de embarque" para o acesso das cadeiras de rodas.

Têm ainda um cinto de segurança adaptado e espaço e meios para a colocação de uma cadeira de rodas bem como de um acompanhante.

Numa primeira fase, os automóveis vão transportar crianças e jovens deficientes para os estabelecimentos de ensino que frequentam.

Contudo, de acordo com Armindo Costa, o objectivo é permitir ás pessoas de mobilidade reduzida frequentarem espaços e locais de comércio e lazer que, até agora, lhes eram vedados.

EYM/JAM.

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