Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica avançam para greve

O Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) vai avançar com uma paralisação nos dias 12 e 13 de outubro e, a partir de dia 19, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após uma reunião na Comissão Parlamentar da Saúde.

RTP /
Jean-Paul Pelissier - Reuters

“Perante a falta de resposta e do cumprimento do protocolo negocial que o Ministério da Saúde apresentou ao STSS, este sindicato acaba de decretar a greve por tempo indeterminado a partir de 19 de outubro”, avança o sindicato num comunicado enviado às redações.

O STSS acrescenta que “faz um balanço muito negativo de todo o processo negocial”, porque o “Ministério da Saúde desrespeita os TSDT enquanto profissionais altamente qualificados”.

O sindicato apresenta as sete razões que tomaram inevitável a greve e acusa o Ministério da Saúde de “em vez de corrigir as assimetrias constituídas, agrava as desigualdades existentes, pois, embora tenham sido publicadas novas carreiras, sem a negociação de transições e diversas outras matérias, é como ter chapéus sem cabeça para os colocar”.
PSD questiona Governo
O PSD questionou hoje o Governo sobre os motivos do incumprimento de prazos relativos a negociações sobre as carreiras dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, acordados com os sindicatos, e como pretende evitar uma greve.

Numa pergunta endereçada através da Assembleia da República, os deputados sociais-democratas questionam também o Ministério da Saúde sobre a forma como pretende concretizar a regulamentação das carreiras destes profissionais, no que se refere a normas de transição, remuneração e progressão.

A questão surge depois de a Comissão de Saúde ter recebido o Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, que denunciou o incumprimento do "prazo negocial firmado".

Entre outras questões, o PSD pergunta como se está a aplicar o horário de trabalho de 35 horas semanais nesta classe profissional e quantos técnicos ainda cumprem as 40 horas semanais.

Por fim, o partido pergunta com que medidas pretende o Governo evitar a concretização da greve destes técnicos, prevista para 12 e 13 de outubro.

Também os grupos parlamentares do PCP e do Bloco de Esquerda anunciaram hoje a intenção de questionar o Ministério da Saúde sobre as negociações com os técnicos de diagnóstico e terapêutica.

C/Lusa

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