EM DIRETO
Depressão Marta a caminho de Portugal. A evolução do estado do tempo ao minuto

Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar aderem à greve geral

Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar aderem à greve geral

A decisão foi unânime. Os técnicos de Emergência Pré-Hospitalar vão associar-se à greve geral do próximo dia 11.

RTP /

Foto: António Antunes - RTP

O presidente do INEM considera que não há motivos para o protesto. Mas o sindicato não concorda.

Segundo o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, a decisão decorre sobretudo do rompimento do acordo assinado em agosto com o Governo e o Instituto Nacional de Emergência Médica.Em causa está a aplicação de protocolos de atuação clínica que, de acordo com a estrutura sindical, "se traduziriam em melhores cuidados para os cidadãos".


Os protocolos, previstos desde 2016 e com luz verde por parte da Ordem dos Médicos, abrangem a aplicação de alguns fármacos em situações de risco de vida.

Desde agosto foram concretizados protocolos nas áreas da anafilaxia, convulsão e sepsis, ficando por aplicar os relativos à resposta à dor e a convulsões.

Quanto ao protocolo sobre a paragem cardiorrespiratória, que deveria ser concretizado este mês, "já não existe possibilidade de implementar", segundo Rui Lázaro, citado pela Lusa.
Serviços mínimos já estão definidos

Foram entretanto definidos os serviços mínimos para a greve geral de 11 de dezembro: "Estão definidos os serviços mínimos e o Instituto Nacional de Emergência Médica está a notificar os trabalhadores designados para o cumprimento dos mesmos, de forma a garantir que a resposta às emergências médicas continua assegurada a todos os cidadãos", adiantou o instituto à Lusa.

O INEM deu nota que conta com o "profissionalismo e a responsabilidade ética" dos TEPH, alegando que "reconhecem o impacto social do seu trabalho e que viram já a maioria das suas reivindicações atendidas quer pelo INEM, quer pelo Ministério da Saúde".

"Acreditamos, por isso, que manterão a sua dedicação ao serviço público, garantindo que nenhuma situação emergente fica sem resposta", adiantou o instituto.

PUB