Temperaturas a subir. Autoridades alertam para agravamento do risco de incêndio

Temperaturas a subir. Autoridades alertam para agravamento do risco de incêndio

A meteorologia espera para este fim de semana temperaturas próximas dos 40 graus Celsius.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Ana Serapicos - RTP

Face à previsão meteorológica de uma subida acentuada das temperaturas, a partir deste sábado, as autoridades redobraram os avisos para o risco de incêndios. Os termómetros podem ascender aos 38 graus Celsius no litoral norte e centro e a humidade do ar vai cair para valores reduzidos.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou as regiões Norte, Centro, Alto Alentejo e Algarve debaixo de perigo muito elevado a máximo de incêndios rurais, quadro que vai perdurar ao longo dos próximos dias.

Na origem das previsões está uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica, que deverá causar uma “subida gradual da temperatura”.
Telejornal | 18 de setembro de 2026São assim cerca de 40 os concelhos da região Centro e do Algarve que se encontram agora em perigo máximo de incêndio rural.

Sob risco muito elevado estão mais de 100 concelhos do interior Norte e Centro, da região de Lisboa, boa parte do Alentejo e do Algarve. Em risco elevado estão dezenas de municípios dos distritos de Vila Real, Viana do Castelo, Braga, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leira, Lisboa, Portalegre, Beja e Faro.

Diante deste cenário, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil veio alertar, na sexta-feira, para os riscos inerentes a queimas, queimadas e outros trabalhos agrícolas.

“A ANEPC recomenda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, através da adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, de acordo com a legislação em vigor”, apontou a estrutura em comunicado.

Entre as medidas a observar estão a proibição geral de “realização de queimadas extensivas” e, em dias de perigo muito elevado ou máximo, da “queima de amontoados”, de “fumigar ou desinfestar em apiários, exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas”, e de “usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, devendo também ser evitado o uso de grades de discos”.O recurso ao “fogo para a confeção de alimentos em todo o espaço rural, exceto nos locais expressamente autorizados”, é também proibido em dias de perigo muito elevado e máximo de incêndio

Dominado incêndio entre Albergaria e Aveiro

Foi dominado na sexta-feira o incêndio que deflagrou entre Albergaria e Aveiro e obrigou ao corte temporário da A1sem notícia de vítimas ou danos em habitações.

O vento dificultou o combate às chamas, assim como a “pouca ou nenhuma limpeza do povoamento florestar de eucalipto”, segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro, em declarações citadas pela agência Lusa.

Ao início da manhã deste sábado, permaneciam no terreno mais de 150 operacionais.O incêndio chegou a mobilizar mais de 300 operacionais, apoiados por 11 meios aéreos.

Em consequência do corte temporário da A1, geraram-se filas de trânsito durante a tarde nas vias alternativas, designadamente a A25, a A17 e a Estrada Nacional 235.

c/ Lusa
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