Tempos de espera nas urgências voltam a subir na Grande Lisboa

Tempos de espera nas urgências voltam a subir na Grande Lisboa

O tempo de espera em algumas urgências na Grande Lisboa mantém-se fora do normal. Os doentes urgentes chegam a esperar, em média, cerca de nove horas.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: António Antunes - RTP

Ao início da manhã desta sexta-feira, a média de espera no Barreiro, na urgência do Hospital Nossa Senhora do Rosário, era de quase cinco horas horas e no hospital de São José, a espera para primeira observação ultrapassava as 17 horas.

No Hospital Garcia de Orta, em Almada, o tempo de espera para doentes urgentes rondava as três horas.

Segundo informação oficial do Hospital Amadora-Sintra - que não tem disponíveis dados no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS) - os doentes urgentes (pulseira amarela) tinham de aguardar ao início da manhã desta sexta-feira, em média, cerca de nove horas para serem vistos pela primeira vez por um médico. Contudo, os profissionais de saúde da unidade falam em tempos maiores e que chegam às 15 horas.

No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, segundo o portal do SNS, a espera era de quase duas horas.

Mais a sul, em Portimão, depois de no fim de semana a Unidade Local de Saúde do Algarve ter atribuído os elevados tempos apresentados no portal a um erro do sistema informático, os tempos baixaram.

Esta sexta-feira, depois de uma indicação superior a três horas ao início da manhã, pelas 09h45 o portal do SNS mostrava cinco doentes urgentes a aguardar primeira observação médica, com um tempo de espera dentro dos 60 minutos definidos para o atendimento nos casos de pulseira amarela.

Em Faro a situação era semelhante.

Durante o passado fim de semana, os tempos de espera nas urgências dos hospitais de Lisboa também registaram números elevados. No hospital do Barreiro, os doentes chegaram a esperar mais de 20 horas para serem atendidos.

A ULS do Algarve negou os tempos de espera nas urgências de Faro e Portimão divulgados pelo Portal do SNS durante o fim de semana. Explicou que os dados apresentados pelo portal são alimentados pelo sistema Alert, que, em condições normais, calcula médias com base em poucas horas de atividade, ficando particularmente sensível a ocorrências pontuais.

c/ Lusa
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