País
Tomar prepara-se para cheias
Dezenas de militares e bombeiros distribuíam ao início da tarde sacos com areia e tapumes para fechar as lojas da zona mais baixa de Tomar, prevendo a subida do rio Nabão.
"Vamos ter cheias durante a tarde, mais hora menos hora", afirmou António Paiva, presidente da Câmara de Tomar, enquanto assistia, impotente, à força das águas dos dois braços de rio que se dividem e unem junto à ilha do Mouchão.
A zona da Levada já foi fechada ao trânsito porque a estrada estava inundada e alguns carros tiveram de ser rebocados pelas autoridades.
Mais a norte, o caudal do Nabão na zona do Agroal, entre Tomar e Ourém, "já atingiu o limite" e a esse volume vai somar-se a água de várias ribeiras que compõem a bacia hidrográfica do rio Nabão, explicou o autarca.
"Isto de quatro em quatro anos há uma cheia. Não há nada a fazer", desabafou João Inácio, proprietário de uma pastelaria na zona da Levada, enquanto pedia aos clientes para deixar o estabelecimento.
"Renovei a casa há um mês e isto vão ser umas bodas demolhadas", ironizou o comerciante, que vai agora ter de desmontar as máquinas e colocá-las num sítio mais alto para prevenir qualquer problema.
"A instalação eléctrica e os esgotos já estão preparados", mas se os "níveis da água subirem eu tenho que vir cá tirar as máquinas, nem que seja com um barco", afirmou João Inácio.
No terreno, os bombeiros, os militares do Regimento de Infantaria 15 e a polícia ajudam os comerciantes a proteger os seus bens, colocando tapumes para impedir a entrada de água.
No entanto, alguns dos donos de lojas olham com cepticismo para estas soluções, considerando que as protecções "não impedem que a água entre, mas que ela saia".
"É que a água vai entrar nas lojas nem que seja pelos esgotos", salientou João Silva, um dos empresários que reside na zona.
No resto do distrito, o caudal dos rios não é tão preocupante e o Tejo tem revelado capacidade para receber o volume de água adicional, quer da barragem do Fratel, quer de Castelo de Bode.
"A única situação mais preocupante é a bacia do Nabão", afirmou Luís Ferreira, do Governo Civil de Santarém.
A zona da Levada já foi fechada ao trânsito porque a estrada estava inundada e alguns carros tiveram de ser rebocados pelas autoridades.
Mais a norte, o caudal do Nabão na zona do Agroal, entre Tomar e Ourém, "já atingiu o limite" e a esse volume vai somar-se a água de várias ribeiras que compõem a bacia hidrográfica do rio Nabão, explicou o autarca.
"Isto de quatro em quatro anos há uma cheia. Não há nada a fazer", desabafou João Inácio, proprietário de uma pastelaria na zona da Levada, enquanto pedia aos clientes para deixar o estabelecimento.
"Renovei a casa há um mês e isto vão ser umas bodas demolhadas", ironizou o comerciante, que vai agora ter de desmontar as máquinas e colocá-las num sítio mais alto para prevenir qualquer problema.
"A instalação eléctrica e os esgotos já estão preparados", mas se os "níveis da água subirem eu tenho que vir cá tirar as máquinas, nem que seja com um barco", afirmou João Inácio.
No terreno, os bombeiros, os militares do Regimento de Infantaria 15 e a polícia ajudam os comerciantes a proteger os seus bens, colocando tapumes para impedir a entrada de água.
No entanto, alguns dos donos de lojas olham com cepticismo para estas soluções, considerando que as protecções "não impedem que a água entre, mas que ela saia".
"É que a água vai entrar nas lojas nem que seja pelos esgotos", salientou João Silva, um dos empresários que reside na zona.
No resto do distrito, o caudal dos rios não é tão preocupante e o Tejo tem revelado capacidade para receber o volume de água adicional, quer da barragem do Fratel, quer de Castelo de Bode.
"A única situação mais preocupante é a bacia do Nabão", afirmou Luís Ferreira, do Governo Civil de Santarém.