Toneladas de ferro estão a ser removidas da antiga fábrica da Milnorte

Várias toneladas de ferro estão a ser removidas da antiga fábrica da Milnorte, na Régua, para permitir a recuperação daquela área degradada junto ao rio Douro, disse hoje um dos proprietários do espaço.

Agência LUSA /

O projecto insere-se no conjunto de alterações impostas à região duriense, desde a demolição de edifícios degradados até à requalificação de construções industriais, por força da classificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade em 2001.

A região está agora a dar os primeiros passos nesse sentido e a fábrica da Milnorte, localizada junto à barragem de Bagaúste e considerada um dos maiores "mamarachos" do Douro, já está a ser desmantelada.

Um dos proprietários da antiga unidade industrial, José Manuel Moreira, disse à agência Lusa que os trabalhos de desmantelamento e remoção dos destroços deverão demorar mais um mês.

"Este é um processo difícil, moroso e muito caro", salientou o responsável, referindo que a operação conta com o apoio da autarquia local. A operação de desmantelamento desta unidade industrial, que se dedicava à produção de silício, foi licenciada pela Câmara da Régua.

A unidade industrial cessou a actividade nos finais dos anos 80 e, há 12 anos, foi adquirida em leilão pela família de José Manuel Moreira.

Segundo o proprietário, o objectivo da família era, na altura, construir no local um terminal ferroviário, projecto que nunca teve desenvolvimentos.

A expectativa da Câmara da Régua é que no terreno onde está instalada a fábrica possa nascer uma unidade turística, cuja possibilidade está prevista no Plano de Pormenor em elaboração para aquela área.

A autarquia quer ainda aumentar para 10 hectares a zona de intervenção de forma a tornar o espaço apetecível para investidores.

A recuperação da área da fábrica da Milnorte insere-se numa "estratégia de planeamento" que a câmara quer implementar no concelho.

Para o efeito, estão também a ser elaborados os planos de pormenor das Caldas de Moledo, para onde está previsto um investimento de três milhões de euros para travar a degradação e desertificação desta localidade, e o plano de urbanização da zona marginal cidade da Régua.

PUB