Transferência das oficinas da CP para Amadora é "inadmissível"
A coordenadora do Bloco de Esquerda do distrito de Santarém considera "inadmissível" a alegada intenção da CP de reunir todas as suas oficinas nas instalações da Bombardier, na Amadora, considerando-a "o maior ataque" até hoje infligido ao Entroncamento.
O Público noticiou domingo que a CP pretende transferir para a zona da Bombardier todas as suas oficinas, instaladas actualmente no Entroncamento, Santa Apolónia (Lisboa), Campolide, Oeiras e Barreiro, um processo que poderá demorar cinco anos e custar cerca de 25 milhões de euros.
Em comunicado hoje enviado à Agência Lusa, o BE de Santarém lembra que nas oficinas da CP no Entroncamento trabalham actualmente mais de 700 pessoas, pelo que "a extinção destes postos de trabalho provocará uma crise económica e social sem precedentes na cidade e na região".
"É absolutamente inadmissível", afirma o BE, declarando-se "frontalmente contra" o alegado encerramento e advertindo que, através do seu grupo parlamentar, irá solicitar "esclarecimento cabal sobre as reais intenções do Ministério (das Obras Públicas) e da administração da empresa".
A distrital do BE afirma ainda que apoiará "todas as formas de luta" que os trabalhadores ferroviários do Entroncamento venham a desenvolver.