Trânsito cortado em vários locais de Lisboa sexta-feira e sábado

Lisboa, 20 Nov (Lusa) - O trânsito vai estar condiconado e cortado em alguns locais da cidade de Lisboa sexta-feira e sábado devido ao simulacro de sismo que tem como objectivo testar a capacidade de resposta da Protecção Civil.

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Na sexta-feira o trânsito vai estar condicionado na zona do Campo Pequeno e na Rua Maria Pia, enquanto no sábado sofrerá condicionamentos na zona do Campo das Cebolas e cortes na Rua da Alfândega e Rua do Cais de Santarém.

Os condicionamentos ao trânsito vão também afectar algumas regiões dos distritos de Santarém e Setúbal, locais onde a Autoridade Nacional de Protecção Civil vai também realizar o exercício "Prociv IV/2008", que termina no domingo.

Baseado no sismo histórico de 1909 em Benavente, o "terramoto", com uma magnitude de 6.6/6.7, vai "abalar" os distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal por volta das 17:00 e gerar elevados danos materiais e humano.

Na sequência do sismo vários edifícios de Lisboa vão ser evacuados, como o Hotel Sheraton e Marriott, Hospital de Santa Maria, Centro Comercial Colombo e do Campo Pequeno, Banco de Portugal, Faculdade de Agronomia e Metropolitano.

A protecção civil testará igualmente a falha nas comunicações terrestres e móveis, sendo as comunicações de emergência repostas às 17:55 de sexta-feira.

Fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil disse à Agência Lusa que os operacionais no exercício vão utilizar comunicações via rádio e que as falhas nas comunicações só se vão verificar no simulacro.

O primeiro exercício em Lisboa acontece sexta-feira por volta das 18:00 no cais de cargas e descargas da Praça de Touros do Campo Pequeno, quando uma viatura com matérias perigosas tem um acidente e derrama um produto. Ainda na sexta-feira há um incêndio na Faculdade de Agronomia e um aluimento de terras na encosta do Cemitério dos Prazeres.

No sábado, às 09:05, o Centro Comercial Colombo será evacuado devido à degradação das condições de segurança do edifício. Ao meio da manhã, vários edifícios na zona oriental ribeirinha vão ser destruídos e uma viatura com ocupantes cai ao Rio Tejo, no Cais das Colunas.

Um incêndio num posto de combustível em Alfama, a queda do viaduto em Alcântara-Mar e o risco de derrocada no Hospital de Santa Maria são outros cenários do simulacro para sábado.

O último dia do exercício terá como panoramas uma fuga de gás com incêndio na Torre da Galp, no Parque das Nações, uma ruptura de água e consequente inundação no Campo de Santa Clara e um acidente no metropolitano de Lisboa.

Alenquer, Samora Correia, Porto Brandão, Vila Franca de Xira, Benavente, Seixal, Porto Alto, centro histórico de Almada, Sintra e Barreiro são outros locais que terão edifícios em colapso e soterrados, deslizamento de terras, vias de acesso bloqueadas e incêndios urbanos e florestais.

Nos próximos três dias vai igualmente verificar-se movimento de colunas e grupos de veículos de socorro nas principais auto-estradas e vias de acesso às zonas do cenário.

No total vão estar mobilizados 2.750 elementos operacionais e 1.798 figurantes, dos quais 234 vão simular que estão mortos, 795 feridos e 769 desalojados.

O exercício, que será realizado ao longo dos três dias em simultâneo, tem como objectivo treinar a capacidade de resposta da protecção civil ao possível "terramoto" e validar os pressupostos operacionais contidos no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes (PEERS-AML).

Segundo o comandante operacional nacional da ANPC, Gil Martins, o plano, que vai sofrer a terceira actualização após o exercício, deverá ser aprovado em Conselho de Ministros até ao final do primeiro semestre de 2009.

No exercício vão estar também envolvidas 68 entidades, desde Bombeiros, PSP, GNR, Forças Armadas, Aviação Civil, INEM, Cruz Vermelha Portuguesa, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Judiciária, autarquias locais e Ministério Público.

CMP.

Lusa/Fim


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