Transporte de emergência operado pela Força Aérea. Oficiais das Forças Armadas estranham decisão

A Força Aérea vai assegurar o serviço de transporte de emergência médica a partir do dia 1 de julho. A solução foi comunicada esta quinta-feira pelos Ministérios da Defesa Nacional e da Saúde. A Associação dos Oficiais das Forças Armadas estranha a decisão.

RTP /
Tiago Petinga - Lusa

O serviço de transporte aéreo de emergência médica será assegurado por aeronaves e equipas médicas da Força Aérea Portuguesa.

Em comunicado conjunto, os Ministérios da Defesa Nacional e Saúde adiantam que esta foi a solução "encontrada pelo Governo" até que o Concurso Público Internacional para a contratação do Serviço Helicópteros de Emergência Medica "obtenha o visto do Tribunal de Contas" e possa ser operacionalizado "nas melhores condições de segurança".

Carlos Marques, da Associação de Oficiais das Forças Armadas, tem dúvidas que haja efetivos suficientes, mas não só.

O concurso, lançado em novembro de 2024, foi adjudicado em março à Gulf Med Aviation Services, com sede em Malta, e que conseguiu o contrato de 77,7 milhões de euros por cinco anos.

A empresa, que venceu o concurso, não tinha nenhum helicóptero da emergência médica apto a voar 24 horas a partir de 1 de julho, dia em que deveria iniciar-se o trabalho dos quatro aparelhos fornecidos pela nova empresa que ganhou o concurso.

A RTP apurou que os dois primeiros helicópteros deverão chegar no início de julho, mas que estes vão ter um tempo limitado de voo por motivos de segurança. A situação poderia mesmo arrastar-se até ao final de agosto, o que levou o INEM a oficializar um pedido à Força Aérea na passada semana.


À Antena 1, o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas coloca a questão da capacidade de resposta em termos de recursos humanos e de formação adequada aos contornos da missão.

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