Três dos quatro detidos no âmbito da Operação Ícaro em prisão preventiva

Três dos quatro detidos no âmbito da operação Ícaro ficaram em prisão preventiva, tendo o quarto elemento saído em liberdade, mediante caução.

Agência LUSA /
DR

Em prisão preventiva ficaram uma advogada e dois funcionários do SEF, um dos quais inspector de carreira.

Joaquim Azevedo, inspector da delegação do Porto da Inspecção Geral do Trabalho, saiu em liberdade mediante o pagamento de uma caução no valor de 2.000 euros.

Segundo o seu advogado, que prestou declarações à saída do tribunal, Joaquim Azevedo foi indiciado pelos crimes de auxílio à imigração ilegal e corrupção passiva.

De acordo com a mesma fonte, os outros detidos que ficaram em prisão preventiva são ainda indiciados pelos crimes de corrupção activa, favorecimento pessoal e falsificação de documentos.

A investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que levou à detenção de quatro suspeitos por auxílio à imigração ilegal, resultou ainda na apreensão de cerca de 200 mil euros e de documentos falsos, anunciou hoje o SEF.

Para além disso, foram ainda apreendidas duas viaturas de alta cilindrada, um revólver e respectivas munições, nove computadores e abundante documentação com relevância probatória, tendo sido congeladas várias contas bancárias.

Quarta-feira, o SEF desencadeou a "Operação Ícaro" no Norte do país, na qual foram detidas quatro pessoas: dois elementos do próprio Serviço - um funcionário e um inspector de carreira - uma advogada e um inspector da delegação do Porto da Inspecção-Geral do Trabalho.

De acordo com um comunicado do SEF, na quarta-feira, foram executados 17 mandados de busca, dos quais quatro domiciliários, três em escritórios de advogados e 10 em empresas e serviços públicos.

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