Três lotes de anticoagulante retirados do mercado português

Três lotes de seringas de um anticoagulante (enoxaparina) utilizado para prevenir complicações associadas às tromboses vão ser retirados do mercado português por risco de sobreconcentração do princípio activo, anunciou hoje o laboratório.

Agência LUSA /

A enoxaparina é aplicada através de uma seringa e, por isso, a maioria dos doentes recorre aos profissionais de saúde para receber este tratamento, de acordo com uma nota do laboratório que a comercializa, o grupo Sanofi Aventis.

Este grupo anunciou hoje que vai, como medida de precaução, proceder à recolha voluntária de 30 lotes do anticoagulante enoxaparina, três dos quais em Portugal.

A decisão foi tomada na sequência de "testes de controlo de qualidade e subsequente investigação, que identificaram o potencial para uma sobreconcentração do princípio activo num número limitado de seringas".

No seguimento deste anúncio, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) ordenou a "suspensão imediata da comercialização dos referidos lotes" por "razões de precaução e zelo pela saúde pública".

Esta recolha refere-se "a lotes de seringas cujo enchimento foi efectuado numa única fábrica e distribuídos para a Europa, América Latina, Ásia e África, e resulta de uma alteração no processo de enchimento das seringas, implementada em Abril de 2005, de acordo com as Boas Práticas de Fabrico (BPF) e a regulamentação local".

O laboratório acrescenta que não prevê "qualquer impacto na disponibilidade da enoxaparina à cadeia de distribuição".

A enoxaparina é um anticoagulante da classe das Heparinas de Baixo Peso Molecular (HBPM`s) e o seu uso clínico está ligado às suas propriedade antitrombóticas, sendo utilizada para inibir a formação de coágulos nas veias e nas artérias e para prevenir eventuais complicações agudas ou crónicas associadas às tromboses venosas e arteriais, tais como embolia pulmonar, enfarte do miocárdio ou morte por causa cardiovascular.

Em Portugal, a enoxaparina é vendida mediante receita médica obrigatória e comparticipada a 70 por cento pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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