Tribunal remete audição dos 55 detidos em Lisboa para a próxima terça-feira
Vinte e cinco dos 55 manifestantes detidos pela PSP na Praça do Rossio, em Lisboa, por alegada resistência no acampamento pelo direito à habitação compareceram na manhã desta quarta-feira no Juízo Local de Pequena Criminalidade para o primeiro interrogatório. Contudo, as diligências foram adiadas para a próxima terça-feira.
Do grupo de 55 manifestantes detidos na madrugada de terça-feira na Praça D. Pedro IV, entretanto constituídos arguidos, libertados e notificados para apresentação em tribunal, 28 deveriam ter sido ouvidos de manhã e 27 seriam ouvidos à tarde.
De manhã, só 25 compareceram no início da sessão e, no final, arguidos e advogados não quiseram prestar declarações. Ouvida pela agência Lusa, fonte dos advogados remeteu esclarecimentos para um comunicado a difundir mais tarde.
Um porta-voz do movimento, António Tonga, explicou que as audições de todos os manifestantes foram adiadas para a próxima terça-feira, dia 27. Os arguidos, afirmou, "foram ouvidos" e houve "conversas". Adiante admitiu não saber "o que isso significa do ponto de vista jurídico".
Questionado sobre os avisos do ministro da Administração Interna contra novos acampamentos, António Tonga admitiu apenas que irão "avaliar em conformidade": "Nós somos humanos, não somos um destacamento de homens armados para exercer o exercício da força e da violência, portanto, isso impacta-nos bastante e nós iremos decidir também em conformidade com isso".
c/ Lusa