Tribunal condena a 25 anos de cadeia triplo homicida da barbearia "Granda Pente"
Fernando Silva foi cortar o cabelo à barbearia "Granda Pente", na Penha de França, Lisboa, e como não foi atendido de imediato disparou sobre o barbeiro, um cliente e a companheira deste. Disparou ainda sobre um empregado da barbearia, sem conseguir atingi-lo.
O Tribunal Central Criminal de Lisboa condenou hoje a 25 anos de cadeia, em cúmulo jurídico, o homem acusado por um triplo homicídio numa barbearia na Penha de França.
Em cúmulo jurídico foi aplicada a pena máxima de prisão de 25 anos.
O arguido foi igualmente condenado a pagar indemnizações cíveis aos filhos das vítimas e à vítima do crime de homicídio tentado, funcionário da barbearia, num valor total de 410 mil euros.
O crime aconteceu no dia 2 de outubro de 2024, quando Fernando Silva, com uma arma de fogo, foi cortar o cabelo à barbearia "Granda Pente" num bairro da Penha de França, em Lisboa.
Como não foi atendido de imediato, disparou sobre o barbeiro, no interior do estabelecimento, e também sobre um cliente e a companheira deste, à entrada da barbearia, tendo matado os três.
Disparou ainda sobre um empregado da barbearia, sem conseguir atingi-lo.
As vítimas, que morreram no local, foram o barbeiro Carlos Pina e o casal Fernanda Júlia da Silva e Bruno Neto.
Durante a leitura do acórdão, a juíza presidente apontou para a gravidade do crime e para o grau de "perigosidade" do arguido, contestando a tese da defesa de que Fernando Silva deveria ser considerado imputável por sofrer problemas mentais.
A magistrada sublinhou que Fernando Silva "tinha plena consciência de que aquilo que estava a fazer não era legalmente permitido", considerando que o arguido atuou "a sangue frio" e com "indiferença" perante a vida humana.
Fernando Silva irá agora aguardar o término do processo em prisão preventiva.
No final da sessão, em declarações aos jornalistas, o advogado do arguido, Luís Candeias, referiu que a defesa vai recorrer da decisão, lamentando que o tribunal não tenha tido em conta as questões de saúde mental do arguido.
"Para mim o Fernando é doente, é esquizofrénico, tem antecedentes. Tivemos um perito que não foi a nosso favor", lamentou.