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Tribunal de Gaia condena sapateiro que matou mulher à martelada a 17 anos de prisão

Tribunal de Gaia condena sapateiro que matou mulher à martelada a 17 anos de prisão

Vila Nova de Gaia, 23 abr (Lusa) -- O Tribunal de Vila Nova de Gaia condenou hoje um sapateiro de 54 anos a uma pena de 17 anos de prisão efetiva, por matar a sua companheira, 47 anos, com um martelo em 2012.

Lusa /

A acusação do Ministério Público relata que o crime ocorreu em Avintes, Vila Nova de Gaia, em 12 de março de 2012, altura em que o arguido recorreu a um martelo para agredir a companheira na cabeça, alegadamente por desconfiar de infidelidade conjugal

No final da leitura do acórdão, a advogada de defesa do arguido, Liliana Reis, disse à Lusa que as atenuantes para o tribunal ter optado pela pena mais baixa -- a moldura variava entre 16 e 25 anos -- foi a confissão do crime, a doença do foro mental, a inserção social, não ter antecedentes criminais e não ser uma pessoa perigosa.

"Ele tinha um quadro depressivo" e o "surto psicótico" foi avançado como uma justificação para o crime, explicou a causídica, acrescentando que o arguido "confessou os factos e mostrou-se arrependido" durante o julgamento.

Apesar do arguido ter requerido para estar presente durante a leitura do acórdão, não pode comparecer no Tribunal de Vila Nova de Gaia, por causa da greve agendada para hoje dos guardas prisionais, justificou a advogada.

De acordo com as acusações do Ministério Público, as lesões sofridas foram a causa direta da morte da mulher, que ocorreu cinco dias depois das agressões no Hospital de Santo António, no Porto.

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