Tribunal proíbe aluno que esfaqueou professor de entrar no Campus

O Tribunal de Instrução de Braga proibiu o estudante da Universidade do Minho que esfaqueou o presidente da Escola de Direito de entrar nas instalações do Campus, disse à Lusa fonte judicial.

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A fonte adiantou que o aluno, do pólo de Braga da UM, residente em Barcelos, ficou ainda também proibido de entrar na cidade de Braga e obrigado a apresentar-se periodicamente no posto policial próximo da residência.

As medidas de coacção - sublinhou a fonte - visam impedir que o arguido se tente, de novo, abeirar-se de dois professores da UM, que são alvo da sua ira.

Fonte universitária adiantou à Lusa que, além do inquérito judicial que enfrenta, o aluno será suspenso e poderá ser expulso da instituição na sequência do processo disciplinar que lhe vai ser instaurado.

O jovem, que entrou no Gabinete do responsável da Faculdade de Direito alegadamente "para o matar", estava revoltado porque pretendia, entre outras reivindicações, que lhe fosse atribuído o estatuto de deficiente, por sofrer de gaguez.

O docente, que foi agredido por volta das 12:00 de quinta-feira no Gabinete que ocupa no edifício da Escola de Direito, teve de receber tratamento hospitalar, com "pontos", a cortes superficiais no rosto, num braço e nas costas, mas - segundo fonte da Relações Publicas - nenhum órgão ou músculo foi atingido.

Fontes oculares adiantaram à agência Lusa que o professor foi para o hospital pelo próprio pé, mas com a cara e a roupa toda ensanguentada.

Após a agressão, funcionários e alunos do curso imobilizaram o agressor, e chamaram a GNR.

O aluno, Sérgio Barbosa, 24 anos, protestava contra o processo de Bolonha, dizendo que este método pedagógico - adianta a mesma fonte - o tem prejudicado, impedindo-o de passar de ano e de ser finalista da licenciatura.


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