Trinta e nove escolas privadas afectadas pelo corte de financiamento público

Trinta e nove escolas privadas afectadas deixarão de ter turmas de início de ciclo financiadas pelo Estado já a partir de Setembro. Quinze são a norte.

Sandra Felgueiras /
Entre elas encontram-se a cooperativa Didaxis em Famalicão e o colégio de Lamas: as duas escolas privadas que mais financiamento recebem por ano. Ao todo, 14,041 milhões de euros. Vão perder cerca de 5 milhões.

O centro do país é o que regista mais perdas. Há 22 colégios que deixarão de poder abrir turmas de inicio de ciclo financiadas pelo Estado. Cinco pertencem ao Grupo GPS, que é grupo que mais domina o ensino privado e cooperativo em Portugal, logo a seguir à Igreja católica.

Em Lisboa e Vale do Tejo perdem contratos de associação dois colégios. São eles o Rainha D. Leonor e o Externato Bartolomeu Dias.

Esta é a lista fechada pelo Ministério de Educação, o que significa que há 40 colégios que não vão perder qualquer financiamento.

Quatro são a norte. Entre eles estão o externato de São Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto e o Colégio Ultramarino Nossa Senhora da Paz, em Macedo de Cavaleiros.

Vinte e dois ficam no centro do país. É o caso do Colégio Dinis de Melo do grupo GPS em Leiria e o Colégio da Imaculada Conceição em Viseu.

Em Lisboa, continuam a manter financiamento 12 escolas privadas,
um deles é o Colégio Miramar em Cascais. Mantêm também a possibilidade de abrir turmas de inicio de ciclo financiadas pelo Estado os dois únicos colégios privados com contratos de associação no sul do país. São eles o externato António Sérgio em Beja e o colégio de Nossa Senhora da Graça em Vila Nova de Mil fontes.

Com estes cortes, o Governo estima deixar de pagar 29 milhões de euros aos colégios privados.

E em contrapartida, para manter o financiamento às turmas de continuidade, o Estado terá de desembolsar cerca de 84 milhões de euros.
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