Túnel do Marquês - Trânsito sem restrições na Joaquim António Aguiar

O trânsito já circula sem restrições na rua Joaquim António Aguiar, Lisboa, no sentido descendente, depois da abertura hoje à tarde do troço entre a Rua Castilho e o Marquês de Pombal.

Agência LUSA /

O presidente da Câmara de Lisboa, que assistiu hoje, cerca das 17:00, à abertura ao trânsito deste troço, considerou que esta fase marca um momento "importante".

"A Joaquim António Aguiar fica já com a feição definitiva que vai ter quando o túnel estiver a funcionar, com a entrada para o túnel do lado ascendente e com a saída para o Marquês de Pombal do lado descendente", afirmou hoje Santana Lopes à Lusa.

Na próxima semana, o trânsito nesta rua ficará livre de todos os constrangimentos, anunciou o presidente.

Também na próxima semana as obras passam para a avenida Fontes Pereira de Melo, onde faltam 80 metros do túnel, até ao edifício da antiga Europeia.

Santana Lopes considerou que "o ritmo das obras tem sido fantástico", adiantando que a infra-estrutura "estará toda pronta até ao fim do ano".

Questionado sobre as declarações ao jornal Público do presidente do Metro, Mineiro Aires, que defendeu que "a prudência aconselha a que a obra pare a seguir ao Parque Eduardo VII" até que o projecto seja aprovado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pela empresa, Santana Lopes recordou que a única entidade que tem competência para aprovar obras é a própria Câmara de Lisboa.

"Nenhum presidente de Câmara nem nenhuma equipa de engenheiros avança com nenhuma obra em que haja um por cento de risco", frisou.

Quanto às afirmações de Mineiro Aires sobre o desconhecimento da solução que a Câmara pretende, Santana Lopes sublinhou que o Metro integra, desde o princípio da obra, uma comissão de coordenação da obra, que integra todas as entidades envolvidas no projecto.

"Eu podia dizer ao presidente do Metro que, se ele tivesse igual número de declarações sobre o túnel do Terreiro do Paço, que ninguém sabe quando é que acaba, as pessoas achavam mais compreensível", defendeu o presidente da Câmara de Lisboa.

Frisando que o Tribunal de Contas está a acompanhar com grande atenção a obra do Túnel do Marquês, o presidente defendeu que esta entidade "veja como é que correu a obra do Terreiro do Paço".

"Se for feita a comparação, tiram-se lições para o futuro, sobre como proceder para não haver os mesmos percalços", referiu.

Santana Lopes garantiu que a obra "só avançará na Fontes Pereira de Melo quando todos os detalhes de execução do projecto estiverem aprovados pela autarquia, depois de um parecer da comissão onde o Metro está representado", acrescentando que o aval do LNEC é fundamental para que a obra prossiga.

"Essas declarações do engenheiro Mineiro Aires não têm razão de ser", sustentou.

Sobre a proximidade de cerca de 50 centímetros entre o túnel rodoviário e o túnel do Metro, Santana frisou que também a nova linha do metropolitano no Saldanha "está muito próxima da linha já existente".

"Eu não faço polémicas com as obras dos outros e também acho que os outros não devem fazer polémicas com obras que não são de ninguém, são de todos", defendeu.


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