Tunel do Rego acaba com "estrangulamento" da freguesia Nossa Srº Fátima

A freguesia lisboeta de Nossa Senhora de Fátima deixou hoje de estar dividida pela linha de comboio, com a entrada em funcionamento do Túnel do Rego, que liga o bairro de Santos à Avenida de Berna.

Agência LUSA /

O túnel foi uma das promessas eleitorais do ex-presidente da Câmara Pedro Santana Lopes, que hoje ajudou o actual presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues, e a presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, a descerrar a placa da obra.

"Esta obra representa o fim da ilha que era este bairro [de Santos] porque rasga a cintura à volta do bairro, que prejudicava a vida dos moradores", disse Carmona Rodrigues.

A comunicação entre os dois lados da linha ferroviária está, contudo, limitada aos carros, porque a passagem pedonal prevista para o interior do túnel não está concluída.

O engenheiro da autarquia António Mouzinho explicou aos jornalistas que este atraso se deveu à necessidade de compatibilizar a obra com os futuros acessos viários a uma nova urbanização que vai nascer do lado do bairro de Santos.

"Não deve demorar mais de um ano concluir a rede viária", disse.

O presidente da Câmara lembrou que o túnel, que custou 4,3 milhões de euros, "era uma ambição há muito perseguida pelos moradores" e que foi atrasada porque a autarquia enfrentou "dificuldades na libertação de terrenos privados" necessários à realização da obra.

A presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, Maria Idalina Flora, sublinhou igualmente que a freguesia "deixa de estar estrangulada pela linha do comboio".

A autarca sublinhou que a passagem aérea sobre a linha do comboio, que era a única ligação entre o bairro de Santos e a zona das chamadas Avenidas Novas, é mantida pela junta, com "custos elevados", nomeadamente os três funcionários que zelam pelo funcionamentos dos elevadores.

O presidente da Câmara frisou que o túnel faz parte de um conjunto de obras, que incluem o Túnel do Marquês, "necessárias à mobilidade" em Lisboa.

Carmona Rodrigues acrescentou que brevemente a frota municipal usará "combustíveis não poluentes ou fracamente poluentes", e que o mesmo deverá acontecer com os táxis da capital.

A intenção de instalar um posto de abastecimento de combustíveis "amigos do ambiente" foi igualmente recordada pelo autarca.

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