País
ULS Algarve analisa menor cobertura vacinal na região mas sugere relação com imigração
Vila do Bispo e Aljezur estão entre os municípios do Algarve com menores taxas de cobertura vacinal infantil, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde relativos a 2025. As maiores desigualdades na vacinação registam-se sobretudo nas vacinas contra o HPV, a gripe e a covid-19.
Em Vila do Bispo, apenas 55,6% das crianças receberam a quinta dose da vacina combinada contra o tétano, difteria, tosse convulsa e poliomielite. Na segunda dose da vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola, a cobertura foi ligeiramente maior, 62%. Ainda assim, os valores permanecem abaixo das metas nacionais de vacinação, de acordo com os números apresentados pelo jornal Público esta semana.
Nestes dois municípios a mobilidade e a presença significativa de população estrangeira são apontadas como possíveis causas que ajudam a explicar as baixas taxas de cobertura vacinal, explica à RTP Antena 1 a diretora clínica para a área dos cuidados de saúde primários da ULS Algarve.
"Não há uma causa única e tem de ser analisado com muito cuidado", avisa Rubina Correia. A responsável sublinha que não se pode falar de uma "recusa vacional", mas fala de uma possível elevada mobilidade em "concelhos com um elevado número de pessoas estrangeiros". Apesar das dificuldades, existem também municípios algarvios com resultados elevados. Silves, Lagos, Albufeira, Loulé e Tavira surgem entre os concelhos com maiores taxas de vacinação, mesmo num contexto marcado pela falta de médicos de família que afeta a região.
A diferença entre municípios não se limita à vacinação infantil. Segundo os dados apresentados, a cobertura das vacinas contra o HPV e das campanhas sazonais contra a gripe e a covid-19 também apresenta resultados inferiores aos registados no resto do país em Vila do Bispo e Aljezur.
Nestes dois municípios a mobilidade e a presença significativa de população estrangeira são apontadas como possíveis causas que ajudam a explicar as baixas taxas de cobertura vacinal, explica à RTP Antena 1 a diretora clínica para a área dos cuidados de saúde primários da ULS Algarve.
"Não há uma causa única e tem de ser analisado com muito cuidado", avisa Rubina Correia. A responsável sublinha que não se pode falar de uma "recusa vacional", mas fala de uma possível elevada mobilidade em "concelhos com um elevado número de pessoas estrangeiros". Apesar das dificuldades, existem também municípios algarvios com resultados elevados. Silves, Lagos, Albufeira, Loulé e Tavira surgem entre os concelhos com maiores taxas de vacinação, mesmo num contexto marcado pela falta de médicos de família que afeta a região.
A diferença entre municípios não se limita à vacinação infantil. Segundo os dados apresentados, a cobertura das vacinas contra o HPV e das campanhas sazonais contra a gripe e a covid-19 também apresenta resultados inferiores aos registados no resto do país em Vila do Bispo e Aljezur.