União Budista Portuguesa e AI em acções de rua para denunciar violação dos direitos humanos
Lisboa, 04 Mai (Lusa) - A secção portuguesa da Amnistia Internacional e a União Budista Portuguesa realizam hoje e segunda-feira, em várias zonas de Portugal, acções de rua de sensibilização para a violação de direitos humanos na China.
A iniciativa começa no dia em que a chama olímpica chegou ao continente chinês, depois do périplo por vários países.
Nesta acção, que começa hoje em S. Martinho do Porto (Alcobaça) e Matosinhos, as duas organizações convidam as populações a carimbarem quatro telas que contêm as principais preocupações da AI em relação à China: a aplicação da pena de morte, a detenção punitiva sem julgamento, a repressão dos defensores de Direitos Humanos e a censura injustificada da Internet.
Segundo a Amnistia Internacional e a União Budista, estas violações estão a ser intensificadas na contagem decrescente para os Jogos Olímpicos de Pequim para "mostrar ao mundo uma cidade limpa de indesejáveis e onde tudo decorre na maior das harmonias".
Na segunda-feira, a acção de rua chega a Lisboa, no Largo do Chiado, e a Vila Nova de Famalicão, na Universidade Lusíada.
A população poderá ainda subscrever um postal para as autoridades chinesas que apela para o respeito pelos direitos e pela dignidade humana, valores intrínsecos ao espírito olímpico.
Estas telas e postais serão posteriormente entregues ao embaixador da República Popular da China em Lisboa.
A Amnistia Internacional e a União Budista têm desenvolvido várias iniciativas para denunciar a violação dos direitos humanos na China e ainda de contestação aos recentes acontecimentos no Tibete.
Pequim afirma que 22 pessoas foram mortas nos tumultos no Tibete desde 10 de Março, quando começou um movimento anti-China em Lassa, mas os tibetanos no exílio dão conta de 203 mortos e mais de cinco mil detidos.
GC