Universitários Coimbra realizam marcha contra estágios não remunerados

Os estudantes da Universidade de Coimbra prejudicados com a extinção das remunerações nos estágios pedagógicos realizam quinta-feira uma marcha de protesto na cidade, foi decidido hoje em reunião geral de alunos (RGA).

Agência LUSA /

Luísa Santos, uma das promotoras da iniciativa, disse à agência Lusa que um desfile "pela qualidade pedagógica da formação de professores" ligará simbolicamente a Porta Férrea da Universidade e a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), às 15:00.

A mesma estudante, membro do conselho directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), explicou que a decisão foi tomada hoje à tarde, numa RGA que reuniu, no Teatro Paulo Quintela, mais de 200 interessados nos estágios do ramo educacional e das licenciaturas de ensino.

A marcha, numa distância de 2,5 quilómetros, entre a Alta de Coimbra e avenida Humberto Delgado, onde está situada a sede da DREC, visa permitir a participação de estudantes impedidos de integrar, devido à época de exames, a concentração nacional com o mesmo objectivo que decorre a essa hora em Lisboa, junto à Assembleia da República.

Entretanto, os órgãos da FLUC manifestaram hoje solidariedade com os estudantes abrangidos pela medida do Conselho de Ministros, aprovada quinta-feira, no âmbito do Plano de Estabilidade e Crescimento do Governo.

"As alterações introduzidas vêm pôr um final abrupto no modelo de formação vigente que, apesar de nunca formalmente avaliado, nos parece ter um elevado nível qualitativo, sem que haja uma alternativa de formação", refere um texto enviado hoje pela FLUC ao primeiro-ministro, José Sócrates.

O texto, a que a agência Lusa teve acesso, é subscrito pelos presidentes da Comissão de Supervisão do Ramo de Formação Educacional, Conselho Pedagógico, Conselho Directivo, Conselho Científico e Assembleia de representantes daquela faculdade.

Estes responsáveis solicitam que, antes de serem postas em execução as alterações ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos professores dos Ensino Básico e Secundário, "se promova a participação de todos os agentes institucionais envolvidos".

Pedem ainda que "se estabeleça um período de transição que permita minorar os impactos sobre as pessoas e as instituições".

PUB