Utentes entregam abaixo-assinado à Câmara de Sintra contra passagem superior
A Comissão de Utentes de uma passagem superior em Agualva entrega quarta-feira um abaixo-assinado na Câmara de Sintra contra a falta de acessos para deficientes, idosos e carros de bebé, disse hoje à agência Lusa fonte da organização.
Trata-se da passagem para peões sobre a linha do comboio, em Agualva, entre as ruas António José de Almeida e Afonso de Albuquerque, que tem motivado protestos da população por falta de rampas ou elevadores.
Em declarações à agência Lusa, Joaquim Macedo, da Comissão de Utentes, afirmou que foram recolhidas cerca de 830 assinaturas nos estabelecimentos comerciais da Avenida dos Missionários.
Segundo Joaquim Macedo, a passagem superior foi colocada em Janeiro pela REFER - Rede Ferroviária Nacional e tem cerca de 60 degraus, "o equivalente a um terceiro andar", e piso escorregadio.
"Também prejudicou os comerciantes porque divide a freguesia, não tem rampas, nem elevador, nem iluminação", acrescentou.
Joaquim Macedo considera que a estrutura não está preparada para ser uma passagem superior de linha férrea, mas de uma auto- estrada ou via rápida.
Porém, a REFER afirma que aquela passagem é provisória e que existem duas passagens inferiores nas proximidades com condições para pessoas de mobilidade reduzida.
Fontes da REFER disseram à Lusa que a passagem em causa foi colocada para minimizar o transtorno das pessoas, quando foi encerrada a passagem de nível, tendo em conta os pedidos nesse sentido.
De acordo com a REFER, a passagem superior que existe foi a solução possível, mas é provisória, até porque "não é compatível com o projecto POLIS".
"Quando desenvolverem o POLIS, tem de ser encontrada uma solução de enquadramento", avançou fonte da empresa.
Relativamente aos acessos, a REFER indica que não era tecnicamente possível instalar rampas ou elevadores.
"Uma passagem superior com rampas obriga a uma longitude ao longo da linha que não é possível, até porque existem prédios nas imediações", disse fonte da REFER.
A REFER adianta que existe uma passagem inferior a cerca de 300 metros, que tem condições para ser utilizada por pessoas com mobilidade reduzida.
Por lei, frisa, a REFER pode encerrar uma passagem de nível se houver alternativa a 700 metros.
"Neste caso existem duas passagens: a passagem inferior dos Missionários, a cerca de 500 metros, e a dos Bons Amigos, a cerca de 300 metros", esclareceu.