Vacinação contra Hepatite A apenas em Lisboa

O controlo da epidemia de Hepatite A passa pela imunização de pelo menos 70 por cento da comunidade "exposta à facilitação da aquisição do vírus através dos comportamentos que foram anunciados", disse Francisco George.

RTP /
Baz Ratner - Reuters

Nesta fase, a vacina, gratuita e sem consulta médica prévia, está a ser dada apenas em Lisboa, no final da Rua da Palma, na Unidade de Saúde Familiar da Baixa, entre as 14h00 e as 19h00, revelou o diretor-geral da Saúde.

A Direção-Geral de Saúde requisitou cerca de sete mil vacinas contra a hepatite A ao circuito comercial como medida excecional para combater o surto epidémico que atinge Portugal e que já infetou mais de 123 pessoas no país.

O vírus está a ser "seguido" pelo Instituto Ricardo Jorge na sua circulação e a ser estudado. Caso seja necessário, o modelo de vacinação criado pela ARS será replicado noutros locais do país, garantiu Francisco George.

A epidemia continua concentrada na região de Lisboa e a Direção Geral da Saúde confia que será possível interrompê-la com a colaboração de todas as autoridades sanitárias, desde o Infarmed ao Instituto Ricardo Jorge.

"Está garantida a cooperação das associações que representam os interesses daqueles que estão mais em risco e mais interessados e envolvidos neste processo", disse esta tarde o director-geral da Saúde, após uma reunião com o Infarmed, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Instituto Nacional Ricardo Jorge, Grupo Ativista pelo Tratamento (GAT) e a Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero (Ilga).

Francisco George garantiu que Portugal tem meios para combater este surto epidémico e que há vacinas suficientes, estimando serem necessárias duas mil vacinas para contornar o problema. 

As sete mil doses encontravam-se à venda em farmácias, mas foram requisitadas no âmbito desta medida excecional.
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