Vasco Gonçalves - Um homem que se bateu por aquilo que acreditava, Sampaio
O Presidente Jorge Sampaio e a mulher, Maria José Rita, deslocaram-se hoje à Capela da Academia Militar, em Lisboa, para prestar a última homenagem ao antigo primeiro-ministro Vasco Gonçalves, falecido sábado.
Foi «um homem que se bateu por aquilo que acreditava», disse Jorge Sampaio aos jornalistas depois de ter apresentado os pêsames à família do general.
Jorge Sampaio, que trabalhou com o antigo primeiro-ministro, acrescentou que «o general era uma pessoa de coerência e de muitos fortes princípios».
Enquanto o Presidente falava com os jornalistas, já na rua, um transeunte gritou por várias vezes: «Mais justiça social!».
No entanto, esta foi a única perturbação, para além de, no momento em que Jorge Sampaio chegava, alguém gritar na rua «Viva a República».
Desde as 17:00, altura em que a urna chegou à Capela da Academia Militar, de onde sairá segunda-feira, às 15:00, para o Cemitério do Alto de S. João, dezenas de pessoas deslocaram-se ao local.
O ministro da Defesa, Luís Amado, representou o Governo.
Presentes também, pelas Forças Armadas, estavam o chefe do Estado- Maior do Exercito, o comandante da Academia Militar e o chefe da Casa militar da Presidência da República.
O antigo capitão e actualmente deputado Marques Júnior representou o Partido Socialista. Os deputados comunistas Bernardino Soares e António Filipe, e o candidato à presidência da Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, representaram o PCP.
Presentes estiveram também muitas pessoas ligadas ao processo político liderado pelo general Vasco Gonçalves, como Mário Ruivo, Vítor Alves, Costa Martins e o almirante Martins Guerreiro.
Havia ainda representantes de organizações apoiadas pelo antigo chefe de Governo, como o Conselho Português para a Paz e Cooperação e a Intervenção Democrática.
O ambiente era formal e nada tinha a ver com os tempos emotivos em que Vasco Gonçalves governou. As manifestações mais sentidas foram reservadas para o livro de condolências.
«Obrigado, meu general», «Obrigado, Companheiro Vasco», «Até sempre, Camarada Vasco», «Os Reformados de Miratejo nunca te hão-de esquecer» foram algumas das mensagens ali expressas.