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Venda de antibióticos tem descido desde 2000

Venda de antibióticos tem descido desde 2000

O número de antibióticos vendidos em Portugal baixou quase sempre entre 2000 e 2005, período em que cada português comprou em média uma embalagem por ano, segundo dados oficiais.

Agência LUSA /

Um estudo da associação para a defesa do consumidor Deco divulgado quinta-feira constatou que os médicos receitam antibióticos sem necessidade e que há farmácias que os vendem sem prescrição.

De acordo com dados fornecidos à agência Lusa pelo Infarmed (Instituto da Farmácia e do Medicamento), em 2000 foram vendidas em Portugal Continental mais de 9,3 milhões de embalagens de antibióticos, número que baixou sempre até 2004, quando se venderam 7,7 milhões.

No ano seguinte, em 2005, este número cresceu ligeiramente para as oito milhões de embalagens.

Os últimos dados disponibilizados pelo Infarmed são de 2005 e referem-se apenas aos medicamentos comparticipados e dispensados em regime de ambulatório à população abrangida pelo Serviço Nacional de Saúde em Portugal Continental.

Só em 2005 foram gastos quase 140 milhões de euros em antibióticos, com encargos de 95 milhões para o Serviço Nacional de Saúde.

Na sua página na Internet, o Infarmed aconselha os portugueses a não insistirem com o seu médico para que prescreva um antibiótico e a não insistirem com o farmacêutico para que venda esse medicamento sem receita.

O Infarmed salienta também que as viroses não se tratam com antibióticos, que apenas devem ser usados para as infecções causadas por bactérias.

No âmbito do estudo, a Deco visitou 58 consultórios privados, nove centros de saúde e dezenas de farmácias em vários pontos do país.

O Infarmed anunciou que vai actuar junto das oito farmácias que venderam antibióticos sem receita médica.


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