Ventura quer que Governo se responsabilize por problemas com exames nacionais

Ventura quer que Governo se responsabilize por problemas com exames nacionais

O presidente do Chega desafiou hoje o Governo a assumir as responsabilidades sobre o que está a correr mal na correção dos exames nacionais, considerando que faz falta ao primeiro-ministro "perceber o país em que vive".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"É um bocadinho insensato que o Governo levante perguntas e auditorias sobre o que é que está a correr mal nos exames quando é o Ministério da Educação que deve e que está a organizar esses mesmos exames. Há centenas de milhares de estudantes que estão agora a fazer os exames, com os erros que todos temos vindo a ver nas notícias, e o Governo mais uma vez desresponsabiliza-se", criticou André Ventura em declarações aos jornalistas no Montijo, distrito de Setúbal.

Para o líder do Chega, "faz falta a Luís Montenegro andar um bocadinho mais na rua, falar mais com as pessoas, ouvir as suas dificuldades e perceber o país em que vive". 

"Eu acho que o grande problema deste Governo é viver longe das pessoas", defendeu, pedindo ao Governo que pelo menos "assuma as responsabilidades quando as coisas correm mal".

Ventura aproveitou este momento para fazer um paralelo com a questão dos combustíveis.

"Hoje chegámos a este cúmulo: o Governo fez uma pergunta à entidade de auditoria sobre porquê é que os combustíveis não estão a descer tão rápido como deveriam", disse, considerando que isto acontece quando o executivo "é que não baixa os impostos sobre os combustíveis".

Para o presidente do Chega, os problemas nas correções dos exames e o preço dos combustíveis são dois temas em que "ou é má-fé ou é incompetência" do Governo, o que considerou ser, nos dois casos, "um mau sinal" para o executivo de Luís Montenegro.

O presidente do Chega foi ainda questionado pelos jornalistas sobre os dois pareceres da Comissão Parlamentar de Transparência, hoje noticiados pela Lusa, que concluíram que a deputada do Chega Rita Matias violou o código de conduta por utilização abusiva do cartão de deputada na Faculdade de Letras de Lisboa e também por insultos dirigidos à socialista Isabel Moreira.

"As faculdades, as universidades, os institutos, não se preocuparam que, durante anos, o Bloco de Esquerda, o PCP, o Livre andassem nos pátios das universidades, até nos gabinetes das universidades. Mas o Chega e os seus deputados não podem ir fazer aquilo que é o contraponto dos seus pontos de vista. Isso era o que estavam habituados porque tinham as instituições reféns", respondeu Ventura, que tinha precisamente Rita Matias ao seu lado, considerando este tema "um disparate". 

Já sobre o caso relativo à deputada Isabel Moreira, o líder do Chega disse que "se há pessoa naquele Parlamento que não tem moral para acusar ninguém de nada" é a deputada do PS, que já insultou com "atitudes absolutamente ostensivas" os deputados do Chega.

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