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Vereador do PSD na câmara de Setúbal condenado por acidente de trabalho mortal na Portucel

Vereador do PSD na câmara de Setúbal condenado por acidente de trabalho mortal na Portucel

O vereador da câmara de Setúbal, Paulo Valdez, foi condenado a três anos de prisão, suspensa por dois anos, devido a um acidente de trabalho que causou a morte de um trabalhador da Portucel em Novembro de 2000.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Na altura em que ocorreu o acidente, a 24 de Novembro de 2000, o autarca social-democrata, que é também o actual presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, desempenhava o cargo de director dos Serviços de Apoio da Portucel, que integrava o departamento de segurança.

Na sequência do atropelamento mortal de um trabalhador da Portucel por um empilhador nas instalações da Portucel, em Setúbal, Paulo Valdez foi constituído arguido juntamente com o chefe do departamento de Segurança e com o motorista, tendo este último sido absolvido pelo tribunal.

Contactado pela Lusa, Paulo Valdez confirmou que no passado dia 8 de Maio foi condenado, juntamente com o então chefe de segurança, engenheiro Fidalgo, a uma pena de três anos de prisão, suspensa por dois anos.

O autarca e dirigente social-democrata salientou, no entanto, que se considera "inocente" e que "interpôs recurso para o Tribunal da Relação de Évora, com o apoio jurídico da Portucel".

"Fomos condenados pelo não cumprimento das normas de segurança", disse Paulo Valdez, acrescentando que o acidente ocorreu num arruamento entre dois armazéns de pasta de papel.

"O tribunal responsabilizou-nos por não haver pirilampo (rotativo luminoso) no empilhador e por não termos mandado fechar aquele arruamento por questões de segurança", esclareceu Paulo Valdez.

Questionado pela Lusa, Paulo Valdez revelou que não tenciona demitir-se dos cargos que ocupa na estrutura concelhia do PSD e na autarquia, alegando que para além de haver um recurso pendente no Tribunal da Relação de Évora, trata-se de "uma condenação relacionada com a sua actividade profissional e que nada tem a ver com a actividade política".


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