Cinco bombeiros assistidos e uma dezena de desalojados. Incêndio consome armazém de fruta em Óbidos

Cinco bombeiros assistidos e uma dezena de desalojados. Incêndio consome armazém de fruta em Óbidos

O incêndio destruiu um armazém localizado em Casais de Capeleira, Óbidos. Cinco bombeiros receberam assistência no local por exaustão e inalação de fumo.

RTP /
António Antunes - RTP

Um incêndio deflagrou ao início da tarde deste domingo num armazém de fruta de Casais de Capeleira, em Óbidos. O alerta foi dado pelas 14h00.

As operações no terreno mobilizavam, pelas 16h00, 106 operacionais de diferentes corporações de bombeiros voluntários e da GNR, apoiados por 40 veículos.
A GNR foi destacada para oo local e montou um perímetro de segurança.

A RTP apurou, junto da Proteção Civil, que um bombeiro de Óbidos se despistou, na sua viatura, quando se dirigia ao quartel para se equipar e combater este incêndio. O operacional sofreu ferimentos ligeiros, tendo sido transportado para o Hospital das Caldas da Rainha.

Outros cinco bombeiros foram assistidos no local - dois por exaustão e três por inalação de fumo. Um dos operacionais foi também levado para o Hospital das Caldas da Rainha.

A VMER das Caldas da Rainha dirigiu-se para o teatro das operações.
"Enorme toxicidade"
Ouvido na RTP Notícias, o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, descreveu "um cenário desolador, de uma total destruição dos armazéns agrícolas".

"Estamos a falar de uma empresa familiar aqui do concelho de Óbidos que já vem, de algumas gerações a esta parte, a construir todo este património, que fatura mais de dez milhões de euros na exportação de fruticultura, que conta com mais de 50 trabalhadores efetivos, com mais 20 prestadores de serviço, e que nos períodos de pico representa uma entidade empregadora para mais de 100 pessoas", fez notar o autarca.Filipe Daniel deixou um agradecimento às corporações de bombeiros que se juntaram ao combate às chamas.


O presidente da Câmara de Óbidos deu conta de "cerca de dez desalojados", devido à "onda de calor" que se gerou com o incêndio.

O autarca falou mesmo de "uma enorme toxicidade no ar" causada pela quantidade de plástico consumida pelo fogo.
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