Vila Real. Mau tempo provoca "danos consideráveis"

Chuva e vento forte durante esta madrugada provocaram provocaram a queda de árvores e de painéis em Vila Nova de Gaia. Os bombeiros registaram um total de 13 saídas, 11 das quais devido à queda de árvores, entre elas uma que caiu sobre um carro. Há ainda o registo da queda de estruturas como painéis de obras e publicitários em Vila Real. Uma situação que provocou "danos materiais consideráveis", disse o presidente da Câmara.

RTP /
Imagens colocadas no Twitter do mau tempo que atingiu Vila Real Twitter

As fortes rajadas de vento, que se sentiram 22h00 de domingo e as 06h00 de hoje, derrubaram árvores de grande porte e provocaram estragos em algumas viaturas na via pública.

À Agência Lusa, o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, disse que "esta foi uma noite muito complicada e com bastantes estragos". "É um cenário, espalhado um pouco por todo o concelho, de danos materiais consideráveis. Estragos que felizmente não envolveram pessoas, não há danos físicos a registar, mas há muitos danos materiais."

Alguns cabos elétricos também foram derrubados e, no centro da cidade de Vila Real, uma grua de grandes dimensões caiu para o relvado do Campo do Calvário, o que provocou "estragos avultados" na bancada e no relvado sintético. 

Há registos de queda de telhas, de taipais e andaimes, nomeadamente na rua cidade de Ourense que está cortada devido à instabilidade da estrutura, e uma placa voou de um prédio do Pioledo e foi retirada do telhado da igreja do Calvário.

Fonte da GNR referiu que a queda de uma árvore condicionou temporariamente o Itinerário Principal 4 (IP4) ao quilómetro 93, junto a Parada de Cunhos, no sentido Vila Real-Amarante.

Houve ainda registo de queda de árvores na Estrada Nacional 15 (EN15), na zona de Parada de Cunhos, e ao quilómetro 61 da EN2 uma árvore caiu sobre um carro e obstruiu a via.

O autarca disse que durante o dia de hoje os trabalhos de limpeza e de desobstrução de vias se vai manter um pouco por todo este território.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) contabilizou cerca de 20 ocorrências em Vila Real devido ao vento muito forte.

Durante a noite andaram no terreno bombeiros das duas corporações da cidade, da Cruz Verde e Cruz Branca, com cerca de 30 operacionais, e ainda elementos da Proteção Civil Municipal, da PSP e GNR.

O presidente da câmara elogiou a "forma célere como os serviços de Proteção Civil, no seu todo, reagiram rapidamente a esta situação".

"Foi algo que não estava previsto. Não havia indicação de um fenómeno destes, mas mesmo que estivéssemos prevenidos não havia nada a fazer, como é que se impede que árvores caiam em diferentes sítios do concelho", referiu.

A Proteção Civil Municipal emitiu um alerta durante a noite aconselhando a população a ficar em casa e evitar circular, quer a pé, quer de automóvel.  Aviso vermelho nos Açores

O Arquipélago dos Açores também vai ser atingido por rajadas de vento que podem chegar aos 130 kms por hora, devido à aproximação da depressão Diana que coloca o Grupo Ocidental sob aviso vermelho. São esperadas ondas entre 12 a 21 metros.

Entretanto, a chuva forte que já começou a cair na ilha Terceira, provocou inundações. Cinco casas foram afetadas e várias estradas ficaram alagadas.

"No grupo ocidental (Flores e Corvo), e a partir das 18:00 de segunda-feira [hoje], o vento será forte com rajadas até 130 quilómetros por hora e na terça-feira as ondas serão de sudoeste a passar a oeste com altura significativa entre nove a 12 metros, podendo atingir os 21 metros de altura máxima", refere um comunicado do IPMA divulgado hoje.

Face a estas previsões, o IPMA emitiu aviso vermelho para as Flores e Corvo referente a agitação marítima, que vai vigorar das 09:00 às 18:00 de terça-feira.

O aviso vermelho é o mais elevado dos avisos meteorológicos e representa uma situação meteorológica de risco extremo.

Para o grupo central (Terceira, São Jorge, Pico, Graciosa e Faial), e a partir das 03:00 de terça-feira, o vento irá também intensificar com rajadas que poderão atingir os 120 quilómetros por hora e as ondas terão sete a nove metros de altura significativa, de sudoeste passando a oeste, prevê-se ainda precipitação por vezes forte na madrugada de quarta-feira, acrescenta o comunicado.

Para o grupo oriental (São Miguel e Santa Maria), prevê-se um aumento da agitação marítima com ondas que poderão ir até aos seis metros de altura significativa na madrugada de quarta-feira, assim como a ocorrência de precipitação por vezes forte.

A Capitania do Porto de Santa Cruz das Flores e a Capitania do Porto da Horta (Faial) emitiram um alerta para a forte possibilidade de agravamento do estado do tempo e do mar, recomendando à comunidade marítima a adoção imediata de medidas de precaução, verificando e reforçando a amarração, ou varando em lugar seguro as embarcações.

A população deve evitar as zonas costeiras, em especial as expostas à agitação marítima.

"Junto à orla marítima deverá manter-se uma atitude vigilante e ter sempre presente que, nestas condições extremas, o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras", alerta o comunicado da autoridade marítima.
 
C/ Lusa
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