Vinte e um anos de prisão para homem que matou ex-mulher em Chelas, Lisboa
O Tribunal Central de Lisboa condenou hoje a 21 anos de prisão um homem que matou a ex-mulher com 19 facadas, por razões passionais, a 13 de agosto de 2013, na via pública em Chelas, Lisboa.
Mário Silva, de 36 anos, foi condenado a 20 anos de prisão por um crime de homicídio qualificado e dois anos por um crime de coação agravada, tendo o coletivo de juízes aplicado, em cúmulo jurídico, a pena única de 21 anos de prisão.
O coletivo de juízes deu como provado, no essencial, o despacho de pronúncia, considerando que a "violência foi brutal, o dolo foi direto e a ilicitude muito elevada". O arguido foi ainda condenado a pagar 150.000 euros de indemnizações aos familiares de Mara Silva.
O arguido pediu a abertura de instrução do processo, mas o juiz pronunciou-o pelos mesmos factos constantes do despacho de acusação do Ministério Público (MP).
Segundo a acusação do MP, a que a agência Lusa teve acesso, o arguido e a mulher separaram-se em julho de 2013, mês em que o homem, "desconfiando de que a vítima teria um relacionamento extraconjugal", esperou que a ex-companheira saísse do trabalho e seguiu-a, "tendo-a visto entrar com um rapaz" num prédio em Lisboa.
"Desde essa altura nunca mais conseguiu esquecer que ela o enganava com outro homem, pelo que começou a pensar em matá-la. No dia 13 de agosto de 2013, o arguido decidiu ir procurar a vítima para a matar. Saiu de casa de carro e levou consigo uma faca de cozinha com cabo em plástico de cor verde", explica o despacho de acusação.
O homem foi até à rua onde morava o namorado da ex-mulher e rasgou dois pneus da viatura da ofendida, que se encontrava no local. Enviou mais de dez mensagens de telemóvel à vítima, para que fosse buscar o filho de ambos.
Cerca das 10:00, quando a ex-companheira saiu do prédio, o arguido esfaqueou-a, fugindo do local.